Usuários testam novos modelos de ônibus


Vítor OgawaReportagem Local

Londrina - Os usuários do transporte coletivo puderam testar na tarde de ontem dois modelos de ônibus da Volvo que podem concorrer ao edital de licitação do SuperBus, nome dado em Londrina ao BHLS (Bus with high level of service). Como o projeto precisa ser concluído até o final de junho, a Prefeitura resolveu ouvir a opinião dos usuários do transporte coletivo para definir qual o sistema ideal. Na tarde de ontem, dois veículos da Volvo circularam na linha 350, que liga os terminais Central e da Zona Oeste.
Um dos modelos é de piso alto e foi necessário que o usuário utilizasse escadas ou o elevador para que pessoas com necessidades especiais pudessem embarcar. Outro modelo tem piso rebaixado, que fica praticamente no nível da guia da calçada, mas perde cerca de 10 a 15 vagas no interior em função da caixa do motor e das rodas dentro do veículo.
Os usuários aprovaram os modelos, embora não tenham tido a chance de fazer a comparação, já que respondiam o questionário sobre um modelo e partiam para seus destinos sem conhecer o outro, uma vez que os veículos foram testados em horários diferentes, e não simultaneamente.
A diarista aposentada Cecília Rosa Cândido, de 76 anos, achou o veículo bem mais confortável do que os tradicionais ônibus da cidade. Ela afirmou que no horário em que ela pegou o ônibus, normalmente ele iria lotado. "Coube todo mundo confortavelmente", observou.
O estudante de arquitetura e urbanismo e busólogo Patrick Rocha, de 24 anos, foi ao terminal para experimentar os veículos e também quer usar o projeto do SuperBus em seu projeto de conclusão de curso. "Vou criar algumas intervenções sobre o sistema que eles vão implantar em 2018. Pretendo criar melhorias. Se usarem esses veículos na configuração de vias que existe hoje, atrapalha completamente o trânsito. A gente não está preparado para colocar um veículo deste tamanho nas ruas de Londrina. Se ele não tiver o espaço dele, não adianta nada", analisou. Para ele, o melhor modelo é o de piso alto, desde que o embarque seja feito em nível.
Outro busólogo que acompanhou os testes é o microempresário do ramo de transporte André Aguirra, de 26 anos, que ressaltou que o piso baixo tem a vantagem da acessibilidade. "Além de ter o piso rebaixado, esse veículo possui um botão que abaixa a suspensão para a altura da guia. O tempo de embarque de cadeirantes e idosos é menor, em torno de cinco segundos, e demanda menos manutenção.
A dona de casa Eliana Rodrigues, de 48 anos, enfrentou dificuldades para circular no modelo de piso alto com um carrinho de bebê. Para subir e descer os degraus do ônibus com o aparato, teve de solicitar ajuda a outros passageiros. "É difícil subir e descer. Se tivesse o piso no mesmo nível seria mais fácil", analisou.
O assessor executivo para assuntos especiais da Prefeitura, Carlos Alberto Geirinhas, afirmou por meio da assessoria de imprensa que não iria se pronunciar até o fim de semana, quando teria o resultado dos questionários na mão. Na próxima sexta-feira estão previstos novos testes, com modelos de outra montadora.


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