Usuários têm queixas dos postos
Usuários têm queixas dos postos
A vendedora Roseli Silva, 34 anos, casada, dois filhos, já passou por situações difíceis em postos de saúde, por não conseguir informações suficientes dos médicos a respeito de uma alergia que surgiu na pele de seu filho Edson, 4 anos.
Ela procurou o posto de saúde porque o filho estava com verrugas no corpo. O médico me disse que era vírus e que isso passava, mas eu queria saber qual a origem, conta. Ele acabou sendo grosseiro e eu continuei sem saber como meu filho tinha desenvolvido a alergia.
Roseli resolveu descobrir por conta própria e foi até a biblioteca pesquisar. Descobri que meu filho tinha alergia a chocolate. E o médico chegou a dizer que era uma doença contagiosa, mas eu já havia percebido que ninguém que tinha contato direto com ele tinha pego a doença, lembra. Ela afirma que parou de dar chocolate para o garoto e o problema está melhorando.
O problema é que as consultas são muito rápidas e os médicos não explicam nada para o paciente. A gente é muito humilhada, se não banca a louca e briga, ninguém dá ouvidos, afirma. Roseli reclama também de já ter sido vítima de diagnóstico errado em posto de saúde.
Eu cheguei no posto com umas coceiras na perna e me disseram que era sarna. Eu usei a medicação prescrita e piorei. Depois que descobri que meu filho tem alergia a chocolate percebi que o meu problema também é este. Me lembrei que quando eu era criança, uma vez, depois de ter comido muito chocolate, surgiram algumas feridas no meu corpo, conta.
Márcia Maria da Silva, 27 anos, dona-de-casa, um filho, diz que também já enfrentou problemas nos postos de saúde. Demoram demais para atender. O médico da tarde, que deve chegar às 13 horas, chega às 14h30, diz. Outra reclamação de Márcia é a falta de tato de alguns médicos para lidar com os pacientes.
Uma vez eu cheguei no posto de saúde com meu filho, que estava com 39 graus de febre, e o médico foi grosseiro comigo. É claro que eu ia insistir para ser atendida logo, vendo meu filho todo mole daquele jeito. O médico precisa entender que a pessoa está fragilizada pela situação que está vivendo, afirma.
A clínica-geral Denise Kley, que atende no posto de saúde do Jardim Santiago (zona oeste) afirma que costuma ser criteriosa no atendimento de pacientes e que procura sempre jsutificar o seu procedimento. Se você não explica para o paciente porque ele não precisa fazer tais exames ou porque é importante que ele tome os medicamentos receitados, ele sai insatisfeito, afirma.
Ela diz que, infelizmente, é comum alguns médicos não examinarem os pacientes. E admite que em alguns casos a comunicação do médico com o paciente não existe. É preciso que estes médicos se conscientizem que um paciente do posto de saúde merece o mesmo tratamento que pacientes de outros locais, afirma.
Na opinião dela, Londrina está bem servida quanto a postos de saúde. As pessoas precisam entender que em consultórios particulares muitas vezes também é preciso agendar consultas, afirma. (E.P.)





