Usuários se queixam de extravio de mercadorias durante transporte
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 1998
Andrea Vendramini 
Contratar empresas especializadas no transporte de mercadorias nem sempre é sinônimo de segurança. Desde o início de 1997, a Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), em Curitiba, registrou 33 reclamações referentes ao extravio de produtos que, ninguém sabe explicar exatamente por que, não chegaram ao destino especificado.
O escritor e consultor de empresas Anatoly Oliynik, 51 anos, enviou seis livros de Curitiba para São Paulo, no dia 30 de abril deste ano, pagando R$ 3,75 para despachar um pacote de 1,8 quilo. A encomenda postada na agência Champagnat da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) nunca chegou ao destinatário. No dia 5 de junho Oliynik solicitou informações sobre o que teria acontecido. A impressão que eu tive é que os Correios tentam forçar a opção do cliente pelo Sedex, alegando que a encomenda normal pode demorar vários dias para ser entregue, disse. Se optasse pelo Sedex - serviço com transporte aéreo que garante a entrega em 24 horas - Oliynik teria pago R$ 8,35.
Segundo a assessoria de imprensa da EBCT, a unidade de distribuição da empresa em São Paulo está apurando o que aconteceu com a mercadoria. O processo interno de investigação deve ser concluído na próxima semana mas, mesmo que isso não aconteça, Oliynik poderá ser indenizado. Ele receberá o valor pago pela postagem ou a soma do valor pago para enviar o produto mais o valor da mercadoria - isso se tiver pago o seguro opcional, de 1% do valor do produto.
O comerciário Alfredo Lopes, 38 anos, deveria ter recebido uma caixa com materiais de telecomunicações avaliados, segundo ele, em cerca de R$ 12 mil. A mercadoria foi despachada em Fortaleza no dia 23 de junho pela Vaspex - serviço da Vasp ofertado em todo o País através de franquias. O pacote, que deveria ser entregue em sua casa, em Curitiba, no prazo máximo de 48 horas, nunca foi recebido. Eu entrei em contato com a Vaspex várias vezes, mas ninguém soube me explicar o que aconteceu, disse. Um funcionário me disse para processá-los para receber uma indenização. Como se não bastasse o prejuízo, ainda fui mal atendido, reclamou Lopes.
A assessoria de imprensa da empresa, em São Paulo, disse que Lopes está sendo atendido por funcionários da Vaspex que, em casos como este, adota um sistema de rastreamento para saber o que aconteceu com a mercadoria. Entre as possibilidades está a de haver erro no endereçamento. Se for constatado extravio, a empresa estudará uma forma de indenizar o cliente, que precisa ter pago o seguro opcional.


