Usuários reclamam dos atrasos constantes
Enquanto prefeitura e Infraero não resolvem o problema, os usuários é que saem prejudicados. Flávio Meneguetti, diretor-presidente do Grupo Marajó, perdeu uma convenção em Natal (RN) por falta de teto para o vôo. ''Eles precisam sentar e discutir racionalmente a questão e deixar de colocar a culpa um no outro.''
O empresário sugeriu também que o conselho de diretores do Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina, entidade formada por empresários e lideranças da cidade, seja o mediador da discussão. Para ele, a falta do equipamento traz prejuízo tanto para cidade como para os usuários e companhias áreas que pagam pelo uso do aeroporto.
Luiz Cesar Guedes, diretor de assuntos corporativos da Milênia, também perdeu vários compromissos por não conseguir chegar ou sair de Londrina. Segundo ele, essa deficiência no serviço aéreo atrapalha o desenvolvimento da cidade. ''Uma empresa que faz entrega de correspondência não se instala aqui'', disse o executivo ao afirmar que o cancelamento de vôos se tornou rotina na cidade.
O aeroporto de Londrina é administrado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), uma empresa pública vinculada ao Ministério da Defesa e que administra 65 aeroportos e 82 Estações de Apoio à Navegação Aérea no Brasil. A Infraero foi fundada em 31 de maio de 1973 e tem hoje 8,5 mil empregados diretos e 10 mil terceirizados.
Segundo o site da empresa, os aeroportos administrados pela Infraero concentram 97% do movimento de transporte aéreo regular do País. Em 2001, seus aeroportos registraram 2,1 milhões de pousos e decolagens de aeronaves nacionais e internacionais; 73,9 milhões de passageiros e 1,25 milhão de toneladas de carga.
O faturamento no ano passado foi de R$ 1,47 bilhão e a previsão de investimento para este ano é de R$ 900 milhões em projetos e serviços no setor aeroportuário. A perspectiva é que o movimento de passageiros cresça mais de 8%.





