O primeiro dia de cobrança de pedágio nas rodovias da região de Ponta Grossa foi marcado por filas e reclamações com relação ao preço da tarifa. A maioria dos motoristas de carros e caminhões concorda com o pedágio, mas discordam da maneira e do preço que está sendo cobrado. Transportadoras e caminhoneiros consideram a tarifa abusiva.
Em uma viagem de 150 quilômetros, entre Castro e Curitiba, um caminhão com cinco eixos vai gastar R$ 81,00 para ir e voltar. O motorista de um carro de passeio vai pagar R$ 16,20. Nesse trecho existem três praças de pedágio. Duas estão na BR-376, entre Ponta Grossa e Curitiba, e a terceira fica na PR-151, próximo a Carambeí (20 km ao norte de Ponta Grossa).
Apesar das reclamções, o início da cobrança na praça de Carambeí, uma das mais movimentadas da região, foi considerado tranquilo pela Rodonorte, concessionária responsável pela administração do lote 5 do Anel de Integração. Alguns motoristas desinformados, que estavam sem dinheiro chegaram no pedágio e tiveram que voltar.
Um dos problemas registrados na praça foi com o advogado Carlos Menarim, de Castro, que iria até Ponta Grossa, mas acabou voltando da metade do caminho. Ele estava sem dinheiro e queria pagar a tarifa com cheque ou cartão de crédito. Os funcionários não aceitaram nenhuma das duas propostas.
Protesto Vereadores da região de Jataizinho (25 km a leste de Londrina), realizam hoje, às 9 horas, novo protesto na praça de pedágio no município. Eles prometem bloquear a BR-369 por tempo indeterminado. Eles não concordam com a atitude da Econorte, responsável pelo Lote 1, que negociou somente com o prefeito Luiz Yoshiharu Sato (PFL) o desconto para os veículos com placas de Jataizinho, que pagam somente R$ 0,50 de tarifa. Eles querem o benefício para todos os municípios da região. (Colaborou Alexandre Sanches)

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