Usuários do transporte metropolitano da região de Londrina estão indignados com o estado precário dos pontos de ônibus da Avenida Leste-Oeste. Com as chuvas dos últimos dias, o problema se agravou. No horário de rush as filas invariavelmente desrespeitadas são ainda maiores e nem sempre há proteção pra todo mundo. ''Pego ônibus no final de tarde e sempre é a mesma coisa, uma aglomeração grande de passageiros. Quando chove a situação piora, porque as coberturas dos pontos são pequenas e não há espaço pra todo mundo'', relatou o analista de produção Giovani Fernando, 33 anos, que mora em Ibiporã e trabalha em uma indústria em Londrina.
Um grupo de moradores de Ibiporã, que utiliza todo dia o serviço, decidiu procurar seus direitos. O movimento ganhou força após a conclusão de um abaixo-assinado, com mais de 300 nomes, que foi enviado diretamente ao presidente da Companhia Municipal de Transporte Urbano (CMTU), Gabriel Ribeiro de Campos. Uma vereadora da cidade aderiu à causa e enviou um requerimento à Companhia pedindo providências. ''Não pedimos nada além do que é de direito dos usuários: alguns bancos e uma extensão da cobertura dos pontos. Tem gente que chega em casa todo molhado em dias de chuva. O mesmo acontece com estudantes. Só pedimos um pouco mais de conforto e respeito'', cobrou a vereadora e professora Lurdes Aparecida da Silva (PMDB).
O presidente da CMTU disse que não é responsabilidade do município zelar pela infra-estrutura do transportes metropolitano. A CMTU, segundo ele, gerencia apenas o sistema coletivo, que funciona dentro da cidade. ''Quando abrimos o processo de licitação do transporte urbano, o edital exigia contrapartidas das empresas, como a manutenção dos pontos e a instalação de elevador e escada rolante no terminal, por exemplo. Imagino que o governo estadual, que é responsável pelo tranporte intermunicipal, não tenha feito essa exigência das empresas concessionárias aqui da região'', especulou Gabriel Ribeiro.
Ribeiro considera ainda os pontos localizados ao longo da Leste-Oeste irregulares. Na opinião dele, os passageiros deveriam embarcar apenas na rodoviária, a exemplo de outras linhas. ''A utilização de vias urbanas para essa modalidade é irregular. Esses pontos não deveriam existir e os usuários deveriam embarcar exclusivamente na rodoviária'', polemizou.
Os usuários de Ibiporã forams orientados pelo presidente da CMTU a procurar a Secretaria Estadual de Transportes. Segundo a assessoria de imprensa do Departamento das Estradas de Rodagem (DER), que gerencia essa modalidade de transporte, os pedidos para instalação de abrigos são analisados caso a caso. Cada uma das solicitações passa por uma análise, em que são verificados o local de instalação, normas de segurança e percurso da linha intermunicipal. O DER alegou que só vai avaliar o pedido dos usuários quando receber uma notificação formal, que poderá ser enviada ao DER da região de Londrina.

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