Usuários reclamam de itinerário de ônibus
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quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Moradores do Conjunto Aquiles Sthenghel Guimarães (Zona Norte) estão insatisfeitos com o itinerário da linha 503 (Semi-Expresso) que percorre a Avenida Bandeirantes (Centro) até o bairro. Segundo usuários da linha, depois que um canteiro da Rua Guilherme Lahamann foi fechado, o ônibus parou de passar pela Rua Aparecido Rodrigues do Prado, o que, segundo eles, facilitava a vida de boa parte dos moradores, que hoje estão tendo que se deslocar até a Avenida Saul Elkind para usar a linha.
''Meu filho e meu marido estão tendo que acordar seis horas da manhã para ir até a avenida pra poder pegar o ônibus sendo que tem um ponto aqui do ladinho de casa. Um canteiro foi aberto para o ônibus passar, mas outros moradores foram lá e fecharam'', reclama Vera Lúcia Pires dos Santos, moradora do bairro.
No mesmo ponto onde o 503 deixou de passar, circula também a linha 406 (Aquiles Sthengel), porém, com um outro itinerário, seguindo para o Terminal Urbano Central.
Outra moradora que tem sofrido com a mudança é a atendente Ghislaine Teixeira que é deficiente física e tem contado com a ajuda do pai para se deslocar até a Avenida Saul Elkind onde passa o 503. ''São umas cinco quadras da minha casa até a avenida. Meu pai tem me levado todos os dias. Se o ônibus passasse nesse ponto seria muito mais fácil para mim pois fica pertinho de casa'', disse.
Ainda segundo Ghislaine, em 2004 os moradores do bairro haviam feito um baixo-assinado solicitando que circulasse pelo ponto de ônibus da Rua Aparecido Rodrigues do Prado, uma linha do Psiu. ''O Psiu é menor daí não teria esse problema do canteiro e todos ficariam satisfeitos'', comentou a moradora.
O coordenador de Transporte e Terminais da Companhia Municipal de Transportes e Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson dos Santos, explicou que o abaixo-assinado não foi deferido porque o itinerário do Psiu é diferente. Sobre o canteiro por onde o ônibus da linha 503 deixou de passar, disse que a CMTU havia aberto o espaço para facilitar a passagem do ônibus, ''a pedido dos moradores'', mas depois o espaço teria sido fechado por moradores do bairro. ''Se os moradores quiserem, podemos abrir novamente o canteiro e pavimentar aquele trecho, mas precisamos ser comunicados para isso e até hoje ninguém nos procurou'', finalizou.


