Foi preciso paciência para conseguir atendimento, ontem, no Hospital da Zona Norte (HZN), em Londrina. A espera de mais de duas horas e o desmaio de um rapaz na sala causou protestos entre os usuários do hospital. ''Cheguei às 14 horas e não dava nem para andar de tanta gente, mas acho que a gente tem que ter um pouquinho de paciência'', disse a moradora do conjunto Eucaliptos (zona leste) Josefa Maria da Silva.
Menos resignada, a moradora do conjunto Hilda Mandarino (zona norte) Fabíola Patrícia Pires, de 20 anos, reclamou: ''A coisa está feia, trouxe minha tia que não está bem e estamos esperando há mais de duas horas. Só mediram a pressão dela, mas ela ainda não foi atendida. Um rapaz passou mal e caiu no chão'', afirmou. O morador do jardim Santa Rita (zona oeste) Florivaldo José Pereira estava preocupado com a sogra, de 81 anos. ''Ela está com suspeita de dengue e só tem um médico atendendo'', reclamou.
O diretor clínico do hospital, Álfio Martelliti, explicou que ontem à tarde apenas uma médica atendeu no plantão, por causa da morte da mãe de um dos médicos. ''Por isso o atendimento congestionou mais, mas depois das 15 horas assumi o plantão e ficou mais tranquilo'', disse.
Martelliti enfatizou que os pacientes devem se dirigir primeiro para os postos de saúde da região, antes de procurar atendimento no hospital. ''Mais de 90% são consultas médicas e não urgências ou emergências'', afirmou.

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