Em Londrina, quem precisar de atendimento odontológico público deve se dirigir aos postos de saúde. A diretora de Odontologia do município, Martha Beatriz Esgaib Issa, explica que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão aptas a prestar atendimento para crianças e adolescentes. ''Algumas estão também destinadas para o atendimento de adultos. As que não estão encaminham os pacientes para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que também atendem adolescentes com casos mais complexos.''
Martha não soube precisar quanto leva para uma pessoa ser atendida, já que, segundo ela, já que alguns postos têm mais demanda, outros menos e muitos estão com a lista de espera zerada. Ela também ressaltou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que ainda estão em construção, terão plantão para emergências, serviço hoje prestado apenas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A dona de casa Patrícia Maria de Sena, moradora do Conjunto Aquiles Stenghel (Zona Norte de Londrina) é uma das pessoas que dependem do atendimento público quando precisa ir ao dentista e reclama. ''Se você chegar bem de madrugada, consegue atendimento no mesmo dia. Às vezes também vou na clínica da UEL, mas nunca procurei um dentista particular.''
A cabeleireira Valdinéia Alves Guedes prefere recorrer a uma clínica particular. ''Acho melhor do que o serviço público. É mais caro, mas precisamos cuidar dos dentes'', atesta.
Luis Carlos Chalupa, assistente comercial, tem convênio odontológico fornecido pela empresa e leva os filhos para serem atendidos por profissionais particulares. ''O atendimento nos postos demora muito. O particular ainda é caro, mas está bem mais acessível do que há 10 anos.''
''O atendimento no posto é muito demorado, preciso chegar de madrugada, senão não consigo resolver meu problema. A última vez que precisei ir ao dentista acabei pagando um profissional particular'', reclama a costureira Zenaide Leandro, moradora de Cambé (Norte). (E.G.)

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