A demora no atendimento do Serviço de Assistência à Saúde (SAS) gerou reclamações de usuários na manhã de ontem. Uma enorme fila de pacientes foi formada na porta do prédio que funciona na Rua Souza Naves, antes das 7 horas da manhã, e resultou em corredores do centro abarrotados de gente esperando atendimento.
A professora Maria Idalina Moraes Vieira viajou 60 quilômetros de Jaguapitã até Londrina para uma consulta em que entregaria exames realizados em clínicas terceirizadas. ''Tem gente que chega antes das seis da manhã para conseguir ser atendido. A fila é quilométrica e a demora é grande para atender. As pessoas ficam de pé, sem conforto. Tem gente de idade que não pode ficar nessa situação'', reclamou.
Outra dificuldade citada por Maria Idalina é com relação aos exames realizados fora do SAS, em clínicas terceirizadas. ''Antes fazíamos tudo aqui. Agora tem que sair. Dificultou para todo mundo. Eu tenho carro e quem não tem?'' Ela reclama que vários exames não foram entregues pela clínica, obrigando-a a enfrentar novas filas no SAS para remarcar as consultas. ''É um descaso o que fazem com a gente.''
A reportagem percorreu os corredores do SAS e viu o grande número de pacientes aguardando atendimento. Muitos não quiseram se identificar, mas confirmaram denúncias de demora principalmente nas consultas. Uma mulher que veio de Sertanópolis afirmou que aguarda há 40 dias por uma consulta com um dermatologista e há quase dois anos pela cirurgia de varizes. ''Não tem previsão. Você não sabe quando vai conseguir operar.'' Uma outra senhora, que também preferiu não se identificar, enfrenta o mesmo problema e aguarda a cirurgia há meses.
Um homem de 71 anos também veio de Jaguapitã para uma consulta que já estava agendada. Depois de aguardar mais de uma hora na fila, foi informado que a consulta não estava marcada. Junto do filho que o acompanhava, ele enfrentou mais duas filas e conseguiu encaixe para ser atendido.

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