Usuários reclamam de atendimento no Hospital da Zona Sul
Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
A família do aposentado Clemente Vieira da Silva, 80 anos, reclama do atendimento que o idoso recebeu no Hospital da Zona Sul (HZS), onde morreu ontem, às 6h45, vítima de insuficiência respiratória e câncer de pulmão. A causa da morte foi atestada pela médica Terezinha Sanchez, que prestou o atendimento ao paciente.
Silva foi levado ao hospital por volta das 18h30 de quarta-feira. Ele tentava tirar o soro. A minha irmã Joana chamava pela enfermeira mas ninguém aparecia, comentou Tertuliano da Silva, ainda comovido com a perda do pai. Segundo Tertuliano, o HZS informou que na manhã de ontem o seu pai seria encaminhado ao Instituto de Câncer de Londrina (ICL).
A diretora-geral do Zona Sul, Akiko Nagao, negou que houve falha no atendimento a Clemente da Silva. Em hipótese alguma faltou atendimento. Ao dar entrada no hospital ele recebeu oxigênio, soro e monitoramento cardíaco, mas infelizmente faleceu às 6h45, lamentou.
Nagao confirmou que o paciente seria encaminhado ontem de manhã ao Instituto de Câncer. A chefe da 17ª Regional de Saúde, Djamedis Maria Garrido, disse que a morte do aposentado foi inevitável.
Ultimamente, o HZS tem sido alvo de várias reclamações. No mês passado, aconteceram duas mortes e os familiares das vítimas afirmaram que a causa seria a demora ou a falta de atendimento devido à superlotação. O aposentado Geraldo Salvador morreu, sem atendimento médico, no dia 4 de junho. Quatro dias depois, a dona de casa Luzia de Souza Silva faleceu.





