Entulho, sujeira e falta de manutenção no Bosque Central de Londrina, também conhecido como ''Zerinho'', estão incomodando os usuários do local.
A falta de segurança, reclamação corriqueira na região, também está criando uma situação peculiar e incômoda: usuários do banheiro do Bosque estão sendo assediados por outros frequentadores, enfrentando situações perigosas e constrangedoras.
Dois dos bebedouros instalados no local estão quebrados há pelo menos duas semanas e a água escorre livremente. Na semana passada, o registro foi fechado por um dos funcionários responsáveis pela limpeza do local, para evitar desperdício.
''A água está vazando sim, há 15 dias. O quiosque que nós utilizamos para nossos jogos de carta está todo destruído, e a sujeira é tanta que temos que trazer panos e vassouras para poder usar o local'', descreveu um aposentado que frequenta o Bosque há cerca de oito meses e não quis se identificar.
Entulho e fezes de pombos também são encontrados em vários pontos do Bosque e na pista de caminhada. ''O cheiro é muito forte, principalmente quando chove'', disse a auxiliar de enfermagem Joana de Oliveira, que frequenta o parque desde 1990. ''Deveriam lavar isso aqui todos os dias'', reivindicou.
O pedido da auxiliar de enfermagem coincide com o dos taxistas que trabalham no ponto do Bosque. ''Uma boa limpeza deveria ser feita todo dia logo pela manhã, para chamar os visitantes'', sugeriu o taxista Marcilio Teles Dias, que apresentou outro problema: o assédio a que os usuários do banheiro estão sujeitos.
''Quando alguém entra no banheiro, logo entram dois, três homens junto. Eles abaixam as calças, tentam te tocar, coisas desse tipo'', contou.
Ao tomar conhecimento das reclamações dos usuários do Zerinho, o diretor de trânsito e fiscalização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti, afirmou que parte dos pedidos poderão ser atendidos. ''Temos projetos para revitalização do Bosque'', disse.
''A quebra das torneiras é um problema sério. Tanto no Zerinho quanto no Zerão (também na Área Central) as trocas precisam ser feitas constantemente. Vamos trocar também as do Bosque'', afirmou.
Quanto à limpeza, Grotti disse que os funcionários da Eco System, empresa que presta serviços para a CMTU, realizam o serviço diariamente. ''E lavamos a pista de caminhada para retirada das fezes de pombos de 15 em 15 dias. Podemos pensar na possibilidade de lavar semanalmente'', considerou.
A retirada das pombas é um assunto que não preocupa só a CMTU. A Secretaria Municipal do Ambiente tem um projeto para diminuir a população das aves na cidade. A erradicação dos pombos do Zerinho só será realizada após a conclusão deste projeto, que depende ainda de uma série de estudos e contagem para determinar onde a concentração das aves é maior. De acordo com a assessoria de gabinete da Secretaria, não há previsão de quando esse trabalho vai iniciar.
Ainda de acordo com Grotti, projetos de incentivo à reurbanização do Zerinho estão sendo desenvolvidos pela Prefeitura Municipal. ''Pretendemos construir um Centro Cultural Infantil no Bosque e também já conversamos com o comando da Polícia Militar sobre a possibilidade da instalação de um módulo policial. Isso deve resolver o problema das depredações e do assédio nos banheiros, pois vai aumentar a segurança e o fluxo de pessoas no local, inibindo as ações libidinosas ou de vandalismo'', disse. Ele ressaltou, no entanto, que não há prazos definidos para colocar os projetos em andamento.

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