Usuários reclamam da falta de orelhões a cartão na Cidade
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Lúcio Horta 
Alguns usuários da Sercomtel estão reclamando da falta de telefones públicos (orelhões) que funcionem com cartão indutivo. Eles argumentam que, a despeito da grande oferta de cartões em diversos estabelecimentos comerciais da Cidade, a empresa não investe na aquisição de novos terminais. Ou seja: comprar cartão é fácil; difícil é achar um aparelho para usá-lo.
Os telefones por cartão indutivo estão sendo instalados em Londrina há pelo menos dois anos e meio. A vantagem, em relação à ficha, é ter até 270 minutos de conversa - em ligação local - com um cartão de 90 créditos, enquanto que, pela ficha, são apenas três minutos de cada vez. O Sercomtel oferece cartões com 20, 50, 75 e 90 créditos.
Mas qual a comodidade que isso dá para o público, se a gente não encontra os telefones?, questiona a assessora de marketing Márcia Maria Sawczuk. Ontem mesmo, ela diz, teve que esperar mais de 20 minutos para tentar fazer uma ligação, num terminal em frente ao Correio (área central). No final, acabou desistindo e ligou a cobrar, em um orelhão de fichas.
Quem também não está satisfeito é o vendedor Sebastião Wanderley Silva, que não tem residência fixa na Cidade e é obrigado a utilizar o posto de atendimento da Sercomtel, localizado na rua João Cândido (área central), para fazer telemarketing. Lá, porém, só existem dois telefones a cartão - contra quatro com fichas - e em um deles é proibido fazer mais do que duas ligações. Já cheguei a ficar até duas horas esperando para poder usar o telefone com cartão. Wanderley Silva também diz que os poucos telefones públicos com cartão vivem quebrados e não há manutenção. Além do mais, ele acrescenta, não existe tabelamento e, em algumas lojas, os cartões são vendidos com preço até 50% mais alto do que na própria empresa.
Até dezembro, a Sercomtel tinha instalado na Cidade 1.236 telefones públicos. Destes, aproximadamente 200 eram acionados por cartão. Mas temos um projeto para transformar, até o ano 2000, todos os orelhões em telefones por cartão inutivo, diz Osvaldo Donizetti Machado, gerente de linhas de acesso da S/A. Segundo ele, até dezembro mais 100 telefones por cartão devem ser instalados.
Segundo ele, a demora na manutenção dos aparelhos existe porque eles ainda estão na garantia e os consertos são feitos na própria fábrica em São Paulo. Sobre os preços, Osvaldo Machado confirma que não há tabelamento: o comerciante compra os cartões na Sercomtel e vende pelo preço que achar adequado.


