Moradores e comerciantes protestaram ontem, na BR-369, km 162, no trevo de Cambé (13 km de Londrina), contra a falta de segurança no local. Eles queimaram pneus velhos. Anteontem à noite, o ciclista José Aparecido da Silva, 35 anos, morreu atropelado. Ele foi colhido pela caminhonete Fiorino conduzida por José Mauro Rosa, quando tentava cruzar a rodovia. Silva morava em uma chácara naquela região, e foi pego na pista sentido Londrina-Rolândia.
O empresário Luís Antônio Peres, que organizou o protesto, disse que acidentes como o que vitimou o ciclista são frequentes no trevo e que, apesar de várias reclamações, nada é feito para melhorar a segurança do local. ‘‘São mais de mil famílias que moram nas chácaras do outro lado da pista e que vêm à cidade para trabalhar ou estudar correndo riscos constantemente’’, justificou.
O manifesto foi acompanhado pela Polícia Rodoviária e Corpo de Bombeiros. O comandante da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária, capitão Washington Alves da Rosa, também considera perigoso o trecho, principalmente no cruzamento de veículos longos como caminhões e ônibus. Mas o índice de acidentes no local, segundo ele, não é tão elevado como atestavam os manifestantes. Segundo dados da Polícia Rodoviária, no ano passado aconteceram 19 acidentes com 10 feridos e nenhuma vítima fatal. Este ano foram três acidentes com 1 ferido e o ciclista foi a primeira vítima fatal.
O acidente envolveu também o caminhão Mercedes-Benz conduzido por Luciano Calssone dos Santos, 21 anos e o Siena dirigido por Edinelson Fontes Vieira, 45 anos. Os veículos se chocaram lateralmente ao tentar desviar do atropelamento.
A Econorte (concessionária do Lote 1 do anel de Integração responsável pela conservação da rodovia) emitiu um comunicado ontem, dizendo que possui um projeto, elaborado em julho do ano passado, para redução dos riscos de acidentes no trecho. Pelo projeto o trevo seria fechado, evitando que os carros cruzassem as duas pistas e seriam implantados dois retornos no canteiro central.
Como o local faz parte do perímetro urbano, não há previsão de obras no contrato de concessão, mas que segundo a nota, poderia ser feita em parceria com a prefeitura e o Departamento de Estradas e Rodagens (DER). O projeto está sendo avaliado pelos possíveis parceiros.

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