Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
A biblioteca central da Universidade Estadual de Maringá (UEM) não está conseguindo atender o grande número de usuários. Com apenas 350 lugares para consulta, a procura já chega a aproximadamente 4 mil pessoas por dia entre universitários, alunos do ensino médio e fundamental e a comunidade da região. ‘‘A biblioteca está passando de universitária para comunitária e regional’’, afirma a diretora Ana Maria Marquezini Alvarenga.
Nos horários de maior movimento muitos estudantes não conseguem entrar e ficam sem lugar para estudar. ‘‘Essa é a época de maior lotação por causa da proximidade do vestibular. Alunos dos cursinhos estudam e pesquisam aqui’’, acrescenta. A melhor saída, segundo Ana Maria, seria a concretização do projeto original, que prevê a construção de outros dois blocos idênticos ao atual. O custo é estimado em R$ 2,5 milhões. ‘‘Por enquanto não há verba, mas seria o ideal’’.
A reclamação dos universitários é grande. A estudante de zootecnia Anielle Basílio Hernandes acha que deveria haver uma área específica para os usuários de fora da universidade. ‘‘É injusto. Muitas vezes venho aqui estudar e o pessoal de cursinho acaba atrapalhando. Fico irritada. Se fosse uma biblioteca municipal, tudo bem, não teria como reclamar, mas acho que esses cursinhos deveriam oferecer locais de estudo para seus alunos’’, comenta.
Para amenizar o problema, a biblioteca está com um projeto de implantação de senhas para os usuários de fora da comunidade universitária, que vai começar a funcionar até o final do ano. Os estudantes da UEM teriam passe livre, enquanto o acesso de outras pessoas ficaria restrito a um certo número de lugares, ainda não determinado. ‘‘Quando a lotação ficar esgotada, o frequentador externo só poderá entrar se outro sair. Assim podemos garantir que nossos alunos não fiquem de fora ou estudando em p钒, acredita Ana Maria.
A medida divide as opiniões dos usuários. ‘‘Acho que as pessoas não deveriam ser barradas. A biblioteca tem bastante informação, que todos precisam. É só organizar melhor’’, afirmou a estudante de economia Kátia Vitoretti. Já a aluna de zootecnia Daniela Langowski Niez concorda com o futuro esquema para facilitar o acesso dos universitários. ‘‘Concordo com as senhas, a gente precisa da biblioteca para estudar e alguém de fora quer ocupar o nosso lugar. Depois que entrarem aqui, eles poderão utilizar o local sem problemas’’, diz.

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