Cascavel - A falta de infra-estrutura da BR-467, entre Cascavel e Toledo, levou um grupo de empresários e representantes comerciais a realizar um protesto na tarde de ontem, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Estadual. O movimento popular Amor à Vida 467 cobra providências das autoridades quanto à situação da estrada, que está tomada pelos buracos. O protesto foi pacífico e não chegou nem a bloquear a rodovia.
A idéia de realizar um protesto contra as condições da rodovia partiu do representante comercial Paulo Vasconcelos, que utiliza diariamente a 467. Na segunda-feira, ele pintou o pára-brisa de seu veículo para alertar outros motoristas sobre os riscos existentes ao longo dos 40 km da rodovia federal. ''Todos os dias, alguém perde um pneu, uma roda, e até mesmo a vida nessa rodovia'', ressalta.
Paulo conta que conversando com outros representantes e com empresários chegaram ao consenso de que não poderiam continuar esperando uma solução, por isso decidiram realizar a manifestação. Ele lamenta o fato de algumas transportadoras da região terem negado apoio ao movimento. O representante diz que os proprietários dessas empresas deveriam pensar nas condições de trabalho de seus motoristas.
Os organizadores do movimento colaram adesivos nos veículos protestando contra os buracos e defendendo a duplicação da rodovia. Segundo o empresário Beto Luniti, os usuários da BR-467 não irão aceitar sua privatização e a construção de praças de pedágio. ''Este é apenas o início desse movimento que irá reverter essa situação caótica'', diz.
A situação da rodovia por onde circulam até 5 mil veículos por dia levou o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), a reduzir o limite de velocidade, que era de 110 km/h para 80 km/h. A empresa contratada para fazer a manutenção da pista interrompeu os trabalhos em agosto, pois o governo federal deixou de efetuar os pagamentos dos serviços já efetuados. Nos primeiros oito meses deste ano foram registradas oito mortes em decorrência de acidentes.

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