Usuários exigem conclusão de rodovia
Moradores do distrito de São Domingos bloquearam ontem a rodovia, cujas obras estão paradas desde o Governo Requião
Odair StraliottMANIFESTAÇÃOProtesto impediu a passagem de veículos por duas horas; faltam seis quilômetros para terminar a obraDe ApucaranaCerca de 200 moradores do distrito de São Domingos, em Apucarana, bloquearam ontem por duas horas a rodovia ApucaranaRio Bom. O protesto foi organizado por lideranças comunitárias e produtores rurais da região, que estão inconformados com o que consideram descaso da Secretaria dos Transportes com a obra. Iniciada no Governo Requião, em 94, a obra ficou paralisada por cinco anos no Governo Lerner, restando apenas seis quilômetros para conclusão da ligação de 18 quilômetros.
Utilizando caminhões e tratores, os usuários da rodovia bloquearam a passagem de veículos das 8 às 10 horas de ontem, na altura do distrito de São Domingos. O protesto, que foi acompanhado por policiais rodoviários, transcorreu de forma pacífica, resultando em longas filas de veículos nos dois sentidos da rodovia.
Líderes do movimento anunciaram ontem que os bloqueios irão continuar, até que a obra seja reiniciada pelo Estado. Não vamos acreditar em promessas de políticos, que estão nos enrolando há cinco anos, criticou o agricultor Décio da Silva, um dos organizadores do protesto. Segundo ele, boa parte do leito da pista, que já estava preparada para a pavimentação asfáltica, ficou deteriorada com a paralisação da obra.
O empresário londrinense Jorge Bastos, diretor-proprietário da Urbalon, Pavimentação e Obras Ltda, confirmou ontem à Folha que irá reiniciar a obra no prazo de uma semana. Ele revelou que recebeu um telefonema do secretário dos Transportes, Heinz Herwig, determinando a retomada da obra e comprometendo-se a pagar os atrasados devidos à empreiteira.
Bastos lembrou que, em agosto do ano passado, a Urbalon venceu uma concorrência e iniciou os serviços para conclusão do trecho final da rodovia ApucaranaRio Bom. Mas em dezembro tudo foi paralisado, devido às dificuldades financeiras do Estado, justificou.





