Alguns espaços públicos de Londrina, como parques infantis e praças, têm apresentado sinais de abandono. No parquinho do Zerão, um dos mais frequentados, principalmente nos finais de semana, metade dos brinquedos está quebrada. ‘‘São coisas tão simples e mesmo assim está horrível. Tudo abandonado’’, afirma o engenheiro Paulo Manoel, que no último domingo brincava com o filho João Paulo, de três anos, num dos únicos balanços que ainda permanecem ‘‘de p钒. O engenheiro explica que, na falta de mais opções de brinquedos, tem que usar a criatividade. Normalmente leva bola e bicicleta para o passeio.
O casal Arioly e Sidnéia Palma Turetti não visitavam o parquinho há cerca de seis meses e resolveram levar a sobrinha Gabriela, de sete anos, para brincar no fim de semana. Ficaram indignados com o que viram. ‘‘A conservação deixa muito a desejar, principalmente se levarmos em conta a localização central e o fato de que este é um dos principais cartões postais da cidade’’, criticou Sidnéia.
Dos seis balanços que existiam no local, três estão quebrados e apenas uma das duas gangorras estão em condições de uso. As mesas colocadas na época de construção do parquinho não existem mais. ‘‘Por ser uma área central, podia ter mais coisa’’, disse o gerente de produção José Carlos Menezes, enquanto empurrava a filha Thaís, de seis anos, em um dos balanços.
O presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Rafael Fuentes, admite que o local encontra-se em condições precárias. ‘‘Não só lá, mas em várias outras áreas da cidade o vandalismo é muito grande. Eu mesmo sou frequentador do Zerão e vejo com tristeza a situação dos brinquedos. Sabemos que estamos em dívida com a cidade, mas pretendemos tomar providências no próximo mês.’’ Segundo Fuentes, a autarquia desenvolveu um plano de revitalização para o Zerão, mas não tem dinheiro para colocá-lo em prática.
‘‘Estamos à procura de parceiros para este tipo de operação. A Sercomtel, que havia demonstrado interesse, sofreu mudança na diretoria e tem se afastado do projeto. O que nós já pudemos fazer, como capina, foi providenciado.’’ De acordo com Fuentes, a AMA está, no momento, procurando fontes orçamentárias para a realização de serviços que haviam passado para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e voltaram a ser de competência da autarquia.

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