Imagem ilustrativa da imagem Usuários do Vivi Xavier reclamam de estrutura provisória
| Foto: Ricardo Chicarelli - Grupo Folha

Bancos de concreto foram instalados na avenida para suprir a falta do terminal; CMTU alega que é uma situação momentânea

O terminal do Vivi Xavier (zona norte de Londrina) será reconstruído e as obras devem começar nos próximos dias. O projeto faz parte das adequações do sistema Super Bus e será executado por uma empresa de Santa Catarina que irá receber R$ 5,1 milhões pelo serviço e terá um prazo de 11 meses para concluir os trabalhos. Enquanto isso, os passageiros serão remanejados para uma área na avenida Saul Elkind, onde funcionará um terminal provisório. Antes mesmo do início das obras, usuários reclamam das novas instalações.

“Estão dizendo que é uma obra de 11 meses, mas vai ser pelo menos dois anos. Na prefeitura tudo demora”, disse o aposentado Jair Rodrigues Pereira. Ele reconhece a necessidade de adequações na atual estrutura, mas desaprova as instalações provisórias que foram feitas na área próxima ao terminal do Vivi Xavier. Enquanto aguarda o ônibus, observa os novos pontos e os bancos de concreto instalados para suprir a falta do terminal. “Ali a gente vai pegar chuva, sol. Aquela cobertura dos pontos não vai impedir que a gente tome chuva. E a reforma vai começar bem agora, na época do frio. Tinha que ter feito um negócio com mais estrutura”, observou.

A empregada doméstica Lindacir dos Santos Bonassoli passa todos os dias pelo terminal do Vivi Xavier, na ida e na volta do trabalho. Ela conta que a atual estrutura é precária e não serve adequadamente aos usuários. Um dos principais inconvenientes, aponta, é a falta de proteção contra a chuva. “Quando chove muito a gente se molha mesmo. Só essa cobertura que tem aqui não funciona.” Os banheiros, queixa-se, também não têm condições de uso. “Estão uma nojeira.”

Mas Bonassoli acredita que a prefeitura não fez uma boa escolha ao instalar o terminal provisório na avenida Saul Elkind, a mais importante e movimentada via da zona norte. “Como vai ser com o trânsito? Vai virar uma confusão. Vai ficar ruim para a gente e também para os motoristas que passam por aqui.”

“Não concordo em destruir essa estrutura que já tem aqui mesmo porque o improviso que estão fazendo ali já dá pra ver que vai ser muito ruim. Como fica quando estiver chovendo? E vai caber todos os ônibus? Nos horários de bastante movimento, ficam 15 ônibus parados no terminal ao mesmo tempo. Vai ser complicado”, prevê o pedreiro aposentado Elcerçon Dias.

O terminal do Vivi Xavier foi inaugurado em 1994 e atualmente passam pelo local diariamente cerca de 22 mil usuários de 25 linhas de ônibus. Nesta semana, a empresa vencedora da licitação, a Salver Construtora e Incorporadora Ltda., de Ituporanga (SC), iniciou a construção do barracão que irá abrigar o material da obra e a expectativa da prefeitura é de que os trabalhos comecem em duas semanas. A empresa vai receber R$ 5.155.555,15 pela obra e os recursos são oriundos de um empréstimo contraído junto ao governo federal.

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| Foto: Ricardo Chicarelli - Grupo Folha

CRESCIMENTO DA REGIÃO

O diretor de Trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Wilson de Jesus, ressaltou que a estrutura montada na avenida Saul Elkind é provisória e igual aos 2,6 mil pontos de ônibus distribuídos pela cidade. Segundo ele, ainda falta instalar um alambrado para fechar a área e garantir o direito do usuário à integração, além das catracas, guarita de cobrança e banheiros. A companhia aguarda a ligação da rede de energia e de água. “É uma estrutura provisória. Não faz sentido construir um terminal para demolir de novo. É uma situação momentânea em prol de um bem maior que é a reconstrução do terminal. O terminal atual também tem problema de chuva”, argumentou.

O novo terminal será maior, terá acessibilidade, sanitários modernos, fraldários, bicicletários e o bloco administrativo será totalmente remodelado. “Vai ter capacidade de suportar o crescimento da região norte, principalmente no sentido Cambé, que mudou muito nos últimos anos”, destacou Jesus.

Sobre os possíveis transtornos ao fluxo de veículos na avenida Saul Elkind, Jesus disse que isso não vai acontecer porque será feito um desvio no sentido Ibiporã para a avenida Alexandre Santoro, a avenida das Torres, no trecho entre as ruas Lindalva Silva Bassetto e Salim Sahão. “É um desvio muito pequeno e, pela lógica, muitos moradores que vão em sentido Ibiporã, já vão entrar na Alexandre Santoro”, disse o diretor de Trânsito.

Jesus não soube informar o cronograma da obra que, segundo ele, é responsabilidade da secretaria municipal de Obras. Procurado pela reportagem, o secretário, João Verçosa, não atendeu às ligações nem respondeu as mensagens.

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