Quando os manifestantes tomaram o Terminal Urbano de Londrina já era fim de tarde, justamente o período de maior movimento. Eles se mobilizaram na entrada do terminal, bradando palavras de ordem. Muitos usuários apoiaram os protestos. ''Eles estão certos. Devíamos todos fazer greve de ônibus até o preço da passagem abaixar'', afirmou a empregada doméstica Lurdes Fogaça, 42.
A aglomeração cresceu com a presença de vários curiosos, simpatizantes e policiais militares. Temendo que alguém fosse atropelado, um coletivo foi parado na entrada do terminal pelos fiscais. A medida causou engarrafamento em todas as avenidas próximas, agravando ainda mais o clima de tensão.
Depois, os estudantes fizeram uma barreira nas catracas e incentivaram os usuários a pular as roletas, na chamada ''Operação Canguru''. A aglomeração causou filas enormes do lado de fora do termimal.
Os manifestantes ainda fecharam uma das pistas da rua Sergipe e a saída dos ônibus do segundo piso. Dezenas de pessoas aproveitaram a confusão para entrar de graça, apesar da presença de fiscais da CMTU e PMs, que optaram por não intervir.
Por volta das 18h30 os estudantes começaram a se retirar após negociarem com fiscais dois ônibus com destino a UEL. Viaturas da PM escoltaram os ônibus durante um trecho. Ninguém pagou passagem.
A diretoria da empresa Francovig declarou, por meio da assessoria, que este tipo de ação prejudica toda a população. Os diretores da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) não foram encontrados. (Colaborou Adriana Savicki)

mockup