Os pontos de ônibus no estilo palito foram substituídos gradativamente por estruturas com coberturas em Londrina e hoje boa parte da área urbana já conta com este tipo de benfeitoria. No entanto, moradores de áreas rurais ainda não dispõem dessa facilidade, fazendo com que muitos usuários fiquem sujeitos às intempéries. Em dias de chuva, eles ainda correm o risco de perder o coletivo, já que saem do ponto em busca de abrigo. Isso causa um transtorno enorme, porque não existe uma frequência de transporte tão grande como na área urbana.
Os usuários que vão para o Distrito de Maravilha (zona sul) pela Avenida Guilherme de Almeida, além de esperarem em pontos sem cobertura, ficam cercados de mato alto e sem calçada.
Logo mais à frente, no Patrimônio Três Bocas, a arborização ameniza a falta de abrigos em dias de sol, mas quando chove e venta não há alternativa. A empregada doméstica Simone Pereira Araújo, de 34 anos, relatou que em dias de chuva precisa sair do ponto de ônibus e buscar um local coberto. "Alguns motoristas acabam entendendo que precisamos nos abrigar e acabam parando fora do ponto, mas nem todos pensam dessa forma e já perdi um ônibus", relatou Simone, enquanto esperava o coletivo com a filha de quatro anos. Ela ressaltou que, dependendo do dependendo do horário, os ônibus circulam apenas de uma em uma hora.
No Distrito de Espírito Santo, o jardineiro Sandro Aparecido dos Reis, de 30 anos, contou que já pegou gripe em função da chuva que tomou pela falta de cobertura. "Ficar aqui esperando o ônibus debaixo de chuva é complicado, não tem como a gente se proteger, mesmo com guarda-chuva. Deveriam construir uma 'casinha' aqui", solicitou. Ao lado dele o auxiliar administrativo Amauri Meleiro, de 53 anos, disse preferir caminhar 200 metros em busca de um ponto com cobertura.
Para o operador de campo Elivélton José Tenório, morador do Distrito de São Luiz, o problema maior também é a chuva. Ele contou que deixa a roupa com que pega o ônibus secando no varal quando chega ao trabalho, mas muitas vezes ela não fica seca até a hora de ir embora.

Saindo do terminal do Shopping Catuaí (zona sul) em direção ao Distrito de São Luiz, percorrendo a Rodovia Mábio Palhano, também é possível localizar pontos sem a cobertura nos dois lados da via.
O motorista de caminhão Aparecido Donizetti da Silva, de 41 anos, morador de São Luiz, relatou que em dias de chuva tem o cuidado de levar roupas na mochila para poder se trocar mais tarde. "Geralmente, neste ponto (próximo ao Centro de Eventos), outras quatro pessoas embarcam e passam pela mesma situação", observou.
Próximo ao portal da Mata dos Godoy, a empregada doméstica Rosimeire dos Santos, de 37 anos, tem as mesmas queixas. "Meu tênis fica encardido com a lama que fica no local quando chove e em dias de sol o problema é a insolação, já que é preciso passar um creme para evitar que a pele fique muito ressecada."

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- CMTU quer modernizar estrutura

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