Usuários de área de lazer pedem melhorias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Walkíria Vieira<br>Equipe NossoDia 
A falta de manutenção da área das quadras de areia do aterro do Lago Igapó 3, na zona sul de Londrina, é mais do que evidente e já desanima os frequentadores mais assíduos. É o caso do representante comercial David Costa, de 54 anos, morador do Jardim do Café, em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina).
O programa é sagrado para Costa todo fim de semana. Por amor à causa, ele se organiza para montar uma estrutura ideal que permita bater bola com os amigos. "No carro, levo barraca, gelo, garrafa de 20 litros, redes, as bolas, três ou quatro. Só assim é possível aproveitar o dia e o espaço da melhor forma", explica.
Além do mato alto, da falta de água e de banheiros, na opinião do frequentador, a área poderia ser mais bem aproveitada. "O espaço poderia ser melhor dividido, aumentando a quantidade de quadras e permitindo assim que mais pessoas se divirtam", observa Costa. "Chego a ver de 10 a 12 famílias indo embora, com a rede debaixo do braço, porque não têm lugar para jogar, mesmo com o revezamento. Hoje são quatro mas poderia ser oito", analisa.
De acordo com o frequentador, já houve fases melhores. "Quando havia o circuito anual de vôlei promovido pelo Banco do Brasil, as quadras eram mais bem cuidadas. Antes do evento eles deixavam tudo perfeito e assim éramos beneficiados", explica.
"Comprei rastelo, enxada, cuidamos para os animais não sujarem a areia e agora a grama já está tomando toda a parte lateral. A água se infiltrou na areia de maneira que ficou inviável fazer a limpeza e retirá-la. Daqui a pouco não vamos mais jogar na areia, e sim na grama", alerta Costa.
Ele lembra somente de um avanço, que permite que os jogos se estendam pela noite. "O holofote foi um grande passo. Batalhamos muito para que a área fosse iluminada, mas precisa de manutenção. O poste estava ficando ligado direto, de dia e de noite, e quando tentávamos desligar, dava choque. Fiz um requerimento, encaminhei à Copel e eles mudaram o sistema para fotocelula e agora sim, está tudo bem", comemora.
Para o professor universitário Robson Felipe Ramos, de 38 anos, esse é um espaço ímpar. "Não existe nada parecido aqui na região e os governantes deveriam olhar para esse espaço com mais atenção", diz Robson, que mora na região. "Eu viajo sempre para Curitiba, Maringá, por exemplo, e nessas cidades há espaços adequados com banheiros, duchas, que são básicos para a prática do esporte e enobrecem o espaço. Com melhorias, a população poderia ter acesso a lazer de forma segura e aproveitar", complementa
De acordo com a assessora de esportes e eventos da Fundação de Esportes (FEL), Karen Romero, existe uma programação de manutenção da área. "Sabemos que é necessário fazer capina e recolocar areia, e nossa equipe fica monitorando. Mas a capina, por exemplo, depende da empresa terceirizada responsável por esse trabalho. Todo pedido é avaliado pelo Departamento Jurídico e isso infelizmente acaba aumentando o prazo para que o problema seja resolvido."


