Usuários criticam insegurança da ciclovia
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terça-feira, 25 de agosto de 1998
James Alberti 
Poças de água, buracos na pista, tentativas de assalto, falta de iluminação e segurança. Todos esses itens e outros mais fazem parte de uma lista de reclamações que estão na ponta da língua de qualquer usuário das ciclovias de Curitiba, sejam adeptos do ciclismo ou do cooper. Uma pesquisa recente da Prefeitura de Curitiba revelou que andar de bicicleta na capital é quase um estilo de vida: 60% das famílias da cidade tem esse hobby, que é levado em frente a duras penas.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que há manutenção e conservação permanente das ciclovias. Segundo a assessoria, os ciclistas e pedestres que tiverem reclamações devem comunicar a administração regional responsável pelo bairro. A capital é dividida em oito administrações regionais (veja telefones no quadro ao lado).
Marcelo AlmeidaMarczynski: com medo, divide a rua com os carros em horários tardiosA dona de casa Araci Delmonego conhece de cor e salteado os problemas das ciclovias. Ela faz sua caminhada de quase seis quilômetros quase todos os dias, para manter a forma. No trajeto, Araci passa pela ciclovia entre os bairros Cristo Rei, Bacacheri e Boa Vista e, frequentemente, ouve reclamações de colegas de passeio. As dificuldades, aliás, são apontadas em coro com as duas amigas, as donas de casa Aurora Maurina e Eliana Prodossimo, companheiras de caminhada.
Falta iluminação e segurança... Existem muitos caras drogados por aqui, afirmam as três. Isso demonstra o risco que a gente corre, diz Aurora. O pintor Elizeu Marczynski, 36 anos, concorda com as donas de casa. Realmente não há muita segurança, afirma. O pintor, que vai de bicicleta ao trabalho, conta que cinco colegas foram assaltados quando andavam pela ciclovia.
Com medo de se tornar uma vítima dos assaltantes, ele não passa pela pista destinada aos ciclistas durante a noite. Quando volta do trabalho mais tarde, o pintor divide o espaço das ruas com os carros. É perigoso e a gente tem que andar bem na beiradinha, mas é mais seguro que as ciclovias, acredita.
Dos meus colegas levaram até a bicicleta.
O problema é agravado pelo péssimo estado de conservação das pistas. O aposentado João da Silva, 51 anos, diz que em muitos lugares está difícil andar. De noite não dá para andar por aqui, por causa dos assaltos e dos buracos, afirma. As dificuldades proporcionadas pela má conservação das ciclovias são agravadas pelo impasse entre ciclistas e pedestres (leia texto abaixo).Marcelo AlmeidaDescuidoCiclovia atrás do Country Club: escuridão, poças dágua e vulnerabilidade a assaltos a qualquer hora do diaCiclistas e praticantes de cooper se queixam dos assaltos constantes e do mau estado de conservação das ciclovias de Curitiba
Andar de bicicleta
é o hobby de 60%
dos curitibanos,
segundo a prefeitura


