Quarenta dias depois do reajuste da tarifa do ônibus, que no dia 1º de junho foi alterada de R$ 1,35 para R$ 1,60, os usuários do transporte coletivo de Londrina parecem estar conformados com o novo valor. Muitos declaram, porém, que não enxergaram relação direta entre aumento da tarifa e melhoria no serviço.
Nas plataformas do Terminal Urbano, as críticas ao transporte coletivo seguem fortes. ''Desde o aumento da tarifa, não melhorou nada. Pelo valor que é cobrado, o serviço pode ser considerado péssimo'', critica a jornalista Irene Fonçatti. Ela conta que já teve de esperar 30 minutos no ponto. ''Os veículos são lotados e falta planejamento, pois às vezes passam vários ônibus por um mesmo ponto em poucos minutos para depois ficar um tempão sem passar nenhum.''
O estudante universitário Ewaldo Gean Freitas Borges defende que, pela lógica, se houve aumento na tarifa, o usuário deveria receber mais benefícios. ''A frota continua insuficiente. Acho que seria necessário investir na instrução de motoristas e cobradores, pois muitas vezes eles não têm respeito. Sobre a demora, fora dos horários de pico, muitas vezes é necessário esperar 45 minutos para o ônibus chegar'', diz ele.
A estudante Ana Paula dos Santos elogia o sistema de transporte coletivo da cidade, mas acha que o reajuste da tarifa foi exagerado. ''Muitas pessoas não têm condições de pagar'', afirma.
Um dos coordenadores do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Fábio Rizza de Oliveira, diz que os universitários devem continuar com os protestos contra o reajuste da tarifa. ''O serviço é ruim, são poucos ônibus, sempre cheios e muitas vezes eles não param nos pontos porque já estão lotados'', afirma. ''Muitos veículos estão velhos. Não protestamos só por isso, mas principalmente pela condição financeira da população, que está sofrendo dificuldades com essa nova tarifa.''
A sala de fiscalização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) no Terminal Urbano registra cerca de cinco queixas por dia sobre o transporte coletivo. Segundo o coordenador de transportes da CMTU, Marco Antônio Bacarin, a maioria destas reclamações é apenas discutida no local. ''Nós recebemos por mês cerca de 30 queixas formais, com preenchimento de formulário. Estas são questões mais importantes, que exigem soluções rápidas'', explica.
Segundo Bacarin, as principais queixas são sobre a localização de pontos de ônibus, pedidos de mudança de itinerário, horários, cobertura de pontos e a lotação dos coletivos.

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