Usuários aprovam tarifa, mas cobram melhorias
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
Marco Feltrin<br>Equipe Bonde 
O novo valor da tarifa de transporte coletivo de Londrina, que passou de R$ 2,45 para R$ 2,35, entrou em vigor ontem. O corte foi possível graças à isenção do PIS/Cofins, medida provisória publicada pelo governo federal no fim de maio. No Terminal Urbano Central, muitos usuários ainda não sentiram a queda, mas celebram o fato de tirar menos do bolso para usar o transporte. Apesar disso, sobram reclamações sobre a qualidade do serviço prestado.
A estudante Amanda Rosa usa a linha 213 (Shopping Catuaí) diariamente para ir à faculdade e critica a lotação em certos horários. "São poucas linhas no começo da manhã. Você tem os estudantes, trabalhadores do shopping e da Gleba Palhano, então está sempre muito lotado."
Há quem defenda até um aumento no valor da tarifa para melhorar o serviço. "O maior problema é o tempo que você fica esperando entre um ônibus e outro. Se fosse para pagar um pouco mais caro e ter uma frequência maior nas linhas, não veria problema. Infelizmente seria necessário para ter um pouco mais de conforto", avalia a esteticista Tamara Ribeiro.
Já para a babá Laís Fernanda Rodrigues, de Londrina, o valor ainda está alto. "Ainda está acima do que a população precisa. Acho que R$ 2,15 ou R$ 2,20 seria o preço ideal", destacou.
Para o aeroviário Nei Carvalho, a redução de impostos é o caminho para encontrar o equilíbrio entre o interesse financeiro das empresas e o bolso do usuário. "Do lado de quem usa o transporte, ainda está pesado. Quem ganha um salário mínimo e tem que pegar quatro conduções por dia se aperta. Mas também tem o lado da empresa, que precisa receber pelo serviço. Deviam aproveitar o momento para discutir maior redução de impostos. A carga ainda é muito alta".
O mestre de obras Eucílio Pereira Lima foi cético em relação à redução da tarifa. Para ele, a negociação com as empresas deve seguir até um novo reajuste. "Daqui um tempo volta ao que era, ou aumenta ainda mais. Não tem como segurar, essa redução é ilusória. Mas temos um bom serviço, a frota é nova. O transporte comparado com outras cidades de grande porte não é ruim. Para mim, o maior problema é este terminal. Muito tumultuado, muito pequeno. Não atende mais a demanda, não comporta o número de usuários. É um caos".
Em meio às centenas de pessoas que transitavam pelo terminal ontem de manhã, havia pessoas que foram pegas de surpresa. É o caso da empregada doméstica Rosângela Barbosa Silva, de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), que usa o transporte diariamente para trabalhar em uma casa na zona sul. "Estou sabendo agora dessa redução e achei ótimo, apesar de que ela só vai começar a valer mesmo para mim a partir do próximo mês, porque nesse eu já carreguei o cartão transporte", disse. (Colaborou Fernanda Carreira/Reportagem Local)


