Os usuários do transporte coletivo de Maringá ainda estão confusos sobre as alterações que a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) vai promover a partir do dia 1º de agosto. A principal dúvida dos usuários é saber quando se deve utilizar o cartão e quando se deve usar o bilhete. A TCCC - única empresa responsável pelo transporte coletivo de Maringá - havia anunciado que iria substituir totalmente os bilhetes por cartões magnéticos recarregáveis. No entanto, ela voltou atrás e vai permitir que o usuário utilize tanto o bilhete quanto o cartão.
A diferença é que a partir de 1º de agosto, o bilhete não dará mais direito à integração das linhas. Ele poderá ser utilizado pelos usuários apenas para uma viagem. Já o cartão magnético, que começou a ser comercializado pela TCCC em grande escala este mês, dará o direito à integração e poderá ser recarregado com o número de créditos de interesse do passageiro. A única exigência, conforme a assessoria de imprensa da TCCC, é que o usuário compre no mínimo dez créditos para o cartão. Cada crédito custa R$ 1,00.
Como o cartão é de uso pessoal, a empresa espera acabar com a fraude que vem sofrendo desde dezembro do ano passado com a implantação das catracas eletrônicas. A fraude é praticada pelos usuários que repassam para terceiros o bilhete magnetizado com direito a utilizar o ônibus da integração. O prejuízo com a fraude, de acordo com a direção da TCCC, é de R$ 250 mil por mês. A partir de 1º de agosto, com o fim da integração para os bilhetes, a expectativa da TCCC é acabar totalmente com a fraude.
De acordo com o diretor da TCCC, Roberto Jacomelli, o cartão magnético é fácil de usar e vai garantir a integração das linhas. Ele adverte, entretanto, para alguns cuidados que os clientes devem ter, especialmente com relação ao período de tolerância entre as linhas. Atualmente, quando o usuário tenta utilizar o bilhete da integração após o prazo de tolerância entre uma linha e outra, a catraca eletrônica rejeita o bilhete. Já com o cartão magnético, os usuários devem estar atentos porque se a integração for feita após o período de tolerância, será descontado mais um crédito.
O trabalhador rural José Olímpio Ribeiro, 61, diz que já se cansou de tanto ouvir falar das mudanças da TCCC. ‘‘O melhor mesmo é dar o dinheiro da passagem e pronto’’, afirma. Segundo ele, o uso do cartão é muito complicado e não vai funcionar. ‘‘Eu não quero nem saber de cartão e tem muita gente que está falando que também não vai comprar porque não compensa’’, diz. Já a dona-de-casa Joaquina Soares Guedes, 59, tem dúvida sobre a garantia da integração. Ela sabe que a partir do dia 1º de agosto o passe não vai mais permitir a integração, mas ignora os benefícios do cartão.

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