Usuário volta a pagar tarifa antiga
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Quem esperou pagar por uma tarifa mais barata no transporte coletivo na segunda-feira de manhã decepcionou-se. Apesar de uma liminar que determinou a suspensão do rejuste na noite de sábado, nas primeiras horas de ontem os valores continuavam com aumento de R$ 2,25 para pagamento em dinheiro e R$ 2,12 para o pagamento com cartão, para revolta de muitos usuários. Os valores só foram alterados a partir das 9 horas, quando os cobradores foram orientados pelas empresas a cobrar a tarifa antiga de R$ 2.
A liminar, suspendendo a nova tarifa que deveria vigorar a partir da 0 hora de domingo, foi deferida pela Justiça em resposta ao mandado de segurança coletivo apresentado pela Associação Representativa dos Usuários do Mercadão de Londrina (Arumel), que tem como presidente o vereador eleito pelo PDT, Joel Garcia. A alegação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para manter a cobrança ainda no domingo era de que o sistema eletrônico dos ônibus precisaria de técnicos para ser alterado. O diretor de Transporte Coletivo, Wilson de Jesus, havia informado que a tarifa antiga seria cobrada novamente ontem.
Bem cedo, muitos usuários que já sabiam da suspensão do aumento se revoltaram com a cobrança. Com movimento intenso no Terminal Urbano, vários passageiros confirmaram tentar pagar apenas R$ 2, mas o valor não foi aceito pelos cobradores. ''Falei que a tarifa tinha voltado ao preço antigo e ele disse que não tinha nenhuma recomendação da empresa para cobrar menos. Tive que dar R$ 2,25. Achei um absurdo. Só no ônibus que vim, outras seis pessoas reclamaram mas tiveram que pagar com o reajuste'', disse o ajudante de serviços gerais, Eduardo da Rocha Vaz, que utiliza ônibus todos os dias do Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte) até o Parque Ouro Branco (Zona Sul).
Outro usuário que tentou pagar mais barato foi o estudante Tiago Garcia Bergamini, que saiu do Jardim União da Vitória (Zona Sul) com destino ao Centro. ''Perguntei para o cobrador sobre o valor e ele disse que era R$ 2,25. Quis pagar só R$ 2 mas ele não deixou. Acho um roubo. R$ 2 já é muito caro''.
Maria Damiana Palmeira dos Santos e Duileuza Alves calculam que gastam mensalmente R$ 80 com o transporte. Elas consideram absurdo ter que pagar pelo valor da passagem atualizado, mesmo com a determinação da Justiça de não cobrar o reajuste. ''O cobrador não aceitou e tivemos que pagar mais caro e pronto''.
A auxiliar de padaria, Nilvânia dos Santos, afirmou que vai atrás dos seus direitos e quer ser ressarcida da cobrança irregular. ''Quero meu dinheiro de volta. Paguei a mais sem que eles pudessem cobrar. Só ontem (domingo) peguei três ônibus e hoje mais dois'', informou. Moradora do Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte), ela afirmou que o cobrador da linha não tinha autorização da empresa para cobrar a tarifa antiga.


