A nova tarifa de ônibus de Londrina entrou em vigor ontem, passando de R$1,60 para R$1,90. Ao contrário do último aumento, em 2003, quando houve um movimento organizado de resistência encabeçado pelos estudantes, a transição de preços correu tranquilamente. Ontem, O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgou uma nota de repúdio ao aumento.
O dia foi de pouco movimento no Terminal Central, ontem. Motoristas e cobradores entrevistados confirmaram que o aumento correu tranquilo. ''Estou aqui desde as 10 horas da manhã e não teve problema em linha nenhuma, é até engraçado que não tenha aparecido nenhum desavisado, é um alívio'', afirma um motorista, referindo-se aos protestos de 2003 que culminaram com o apedrejamento de ônibus e na morte de uma pessoa, atropelada durante uma manifestação.
Entre os usuários já tem até quem se resignou com o aumento. ''Tudo na vida sobe, para mim esses R$0,30 não vão fazer tanta diferença'', diz Vanilde da Silva Santos, 54 anos, que estava indo visitar uma tia.
Não é o caso da dona de casa Lucinete dos Reis, 24 anos. Grávida de seis meses, ela tinha ido visitar a mãe no hospital ontem. Foi sozinha porque não tinha dinheiro para pagar a passagem do marido. ''Às vezes tem que tirar dinheiro do leite das crianças para pagar passagem'', reclama. Ela afirma que os R$0,60 extras de ida e volta fazem diferença. ''Olha eu faço pré-natal no HC e fica pesado'', afirma.
Nota divulgada ontem, o DCE afirma que mantém sua luta pelo passe livre e pede para que as demais entidades de representação da sociedade civil declarem seu posicionamento.

mockup