Curitiba Há quem não veja vantagens no modelo de transporte público de Curitiba. Antes de parte do transporte metropolitano ser integrado ao sistema da capital, o músico Maérlio Fernandes Barbosa, 53 anos, demorava 25 minutos para fazer o trajeto do ponto de ônibus na esquina de sua casa, em Pinhais (Região Metropolitana), até o terminal do Guadalupe, no Centro da Curitiba. ''Agora o tempo para fazer a mesma distância ficou superior a uma hora. Isso porque tenho que pegar um alimentador até o terminal de Pinhais, e de lá esperar outro ônibus, que vai lotado, até o Guadalupe'', compara ele.
''É lento demais. Os empresários criaram um sistema para os ônibus andarem sempre cheios e eles pagarem menos.'', critica o músico, dizendo não ver benefício em pagar só uma passagem e perder muito tempo rodando nos coletivos.
O gerente da Urbs, Luiz Silla, informa que a integração atinge 73% da demanda metropolitana (ficam de fora 12 cidades), enquanto que em Curitiba o atendimento é de 94%. Segundo ele, uma pesquisa da Urbs levantou que menos de 30% das pessoas têm interesse de ir para a região central.
''Em 1974, 92% dos usuários queriam ir para o anel central. Mudou o perfil do deslocamento e a tendência é que outros municípios da RMC se tornem cada vez mais auto-suficientes'', disse. ''Se não existisse a rede integrada, essa demanda de 70%, que tem outros destinos, teria que pagar duas tarifas. E a rede também oferece ao usuário duas opções: biarticulado ou a linha direta. Ao fazer qualquer comparação de tempo gasto, deve-se considerar que o trânsito de hoje não é mais o de dez anos atrás'', defende Silla.

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