Usuário entope rede, afirma empresa
O gerente de operações da região metropolitana da Sanepar, Nelson Okano, afirmou que o problema de vazamentos e transbordamentos não estão ligados às dimensões da rede mas sim a entupimentos. A população usuária, segundo ele, acaba jogando detritos e objetos que interrompem o fluxo normal dos dejetos e provocam os transbordamentos nos pontos de visita.
''Noventa e nove por cento dos casos acontecem por causa disso'', justificou Okano. Ele descartou qualquer possibilidade de que a rede de captação esteja deficiente. E explicou que as tubulações têm o diâmetro de 15 centímetros e está dimensionada para trabalhar com a metade dessa capacidade. Ele detalhou que a rede trabalha por gravidade e a tubulação tem que ser compatível com a vazão.
Okano apontou que nos locais onde ocorrem os transbordamentos por causa de entupimento, a Sanepar faz um trabalho pontual de educação, distribuindo panfletos para a população sobre o uso adequado da rede de esgoto. Questionado se o trabalho não é tímido demais para uma cidade com as dimensões de Londrina, Okano admitiu que sim e assegurou que deverá implementar uma campanha de comunicação em massa ainda neste ano.''
Okano alegou que não tinha condições, no momento, de apontar quanto já foi pago do total de multas, mas disse que a empresa doou R$ 20 mil em equipamentos para a UELe investiu em um projeto para recuperação da Bacia do Cafezal.





