O auxílio que as concessionárias prestariam aos motoristas nas rodovias com pedágio, prometido pela propaganda do governo, não passou no teste ontem na rodovia BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá. O comerciante Rodney Triaca, 36 anos, disse ter ficado mais de duas horas com o carro quebrado no acostamento, sem ser atendido.
Para não abandonar o veículo, uma Besta, Triaca comunicou o problema à seguradora, que teria mandado um guincho particular para socorrê-lo. ‘‘Estou insatisfeito com o trabalho. A empresa só tem preço e propaganda’’, reclamou ele, que havia pago R$ 4,10, cerca de 16 quilômetros antes, na praça de pedágio de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
A assessoria de comunicação da Ecovia, que administra o trecho, informou que a Besta de Triaca estava em uma estrada secundária de acesso à BR-277, fora dos domínios da empresa. Conforme a assessoria, seria impossível que o veículo de inspeção de tráfego, que deve trabalhar 24 horas por dia, não tivesse abordado o comerciante se ele estivesse no trecho de responsabilidade da concessionária. A assessoria da Ecovia informou que não recebeu nenhum chamado de socorro pelo telefone 0800-42277.
A Folha comunicou a Triaca, pelo telefone celular, a versão da concessionária, mas ele voltou a garantir que estava em uma das pistas da BR-277. ‘‘Tenho os comprovantes, do pedágio e do guincho, que provam onde eu estava’’. O comerciante afirma que estava indo para Matinhos (Litoral do Estado) e não telefonou para a Ecovia porque esperava um carro de apoio da empresa, conforme a propaganda. Ele disse que pretende acionar a empresa.
Por volta das 18h50, a assessoria de comunicação da Ecovia afirmou ter localizado o carro do comerciante e que um funcionário iria explicar porque ele não havia sido atendido.

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