O aparelho é um mal necessário. Ninguém gosta de usá-lo, mas sabe que o sacrifício vale a pena. Não só pela estética, mas também pelo acerto da parte funcional.
João Alfredo Nyegray, 11 anos, usa aparelho fixo há pelo menos três anos. Os motivos foram a mordida cruzada e a falta de espaço na arcada dentária. ‘‘Ainda tem dente para nascer e não tem mais espaço’’, diz a mãe Josélia, 48 anos. Ela desconfia que a mordida cruzada tenha sido causada pelo uso prolongado de chupeta. Até os quatro anos, João não dormia sem ela.
A irmã de João, Josiane, 22 anos, está de aparelho fixo também - mas só na arcada superior. Ela já tinha feito tratamento aos 10 anos para corrigir a mordida cruzada. Voltou a usar por outro motivo. ‘‘Fiz uma cirurgia no freio labial e agora quero que o espaço entre os dois dentes da frente feche’’, diz.
Quando soube que usaria aparelho, João ficou entusiasmado. ‘‘Era uma coisa nova para mim e todo mundo usava’’, diz. Hoje, a alegria do início desapareceu, mas ele não pensa em desistir do tratamento. ‘‘Prefiro sofrer agora para não me arrepender depois’’, afirma. O problema de João é a dor depois que o dentista ajusta o aparelho. Segundo ele, as brincadeiras de mau gosto em relação ao aparelho não existem mais. ‘‘Hoje, não fazem mais gozações porque todo mundo usa aparelho.’’
Não é o que diz Lorena Ferreira, 12 anos. Ela usa aparelho fixo há dois anos por causa da arcada dentária pequena e dos dentes tortos. ‘‘Antes, falavam que eu era dentuça. Depois que eu coloquei o aparelho, começaram a me chamar de sorriso metálico’’, diz. Hoje, Lorena não precisa mais aguentar os apelidos bobos dos colegas. Por quê? ‘‘É só falar dos defeitos deles que acabam parando.’’
Na dúvida de que as brincadeiras realmente tenham passado, Lorena prefere usar o aparelho extra-bucal só em casa. Na verdade, deveria ficar com ele 14 horas por dia. A mãe, Cacilda Ferreira, 31 anos, reclama da irresponsabilidade da filha. ‘‘Durante o dia, não usa porque chama muita atenção. À noite, diz que dói e incomoda’’, afirma Cacilda. ‘‘Quando eu me distraio, ela dorme sem ele.’’
Lorena nunca gostou da idéia de usar aparelho. ‘‘Ela tinha medo de sentir dor e ficava o tempo inteiro me perguntando como era’’, diz. Cacilda fez tratamento durante dois anos e meio, por causa de mordida cruzada e problemas no osso.
Diversão - Usar aparelho pode ser divertido. Rafaela Tedardi, 15 anos, está com o aparelho fixo há dois por causa dos dentes tortos e da arcada projetada. Desde que começou, usa elásticos coloridos. Atualmente, resolveu fazer uma homenagem ao seu time: o Atlético Paranaense. A época não foi muito boa, já que os torcedores do Coritiba estão entusiasmados com o desempenho de seu time e não perdem a oportunidade de provocar os adversários. ‘‘Tenho muitos amigos que torcem para o Coxa. Eles falam que os atleticanos são perdedores e que eles são os bons.’’ (A.C.)Albari RosaRubro-negraRafaela desafia os coxas, mesmo que seu time não dê motivos para risosKraw PenasContragostoLorena não usa o aparelho porque chama atenção, dói e incomoda. A mãe, Cacilda Ferreira, vive ‘‘no p钒 delaNinguém gosta de usar
aparelho nos dentes,
mas hoje em dia já
não é motivo de gozação

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