Uso incorreto agrava quadro
De acordo com o coordenador de Enfermagem do Samu de Arapongas, Adriano Porfírio Piza, os maiores traumas acontecem no joelho, na tíbula, na fíbula e na cabeça. ''O trauma crânio-encefálico acontece em 60% dos atendimentos e muitas vezes é provocado por uso incorreto do capacete'', conta, acrescentando que muitos condutores não prendem a fivela ao rosto ou usam capacetes abertos, que na hora do choque escapam e acabam batendo o crânio.
O aspirante João Paulo Oliveira, do Corpo de Bombeiros de Londrina, explica que em 90% dos casos de acidentes com motocicletas que ocorrem na cidade a vítima já está sem capacete. ''Isso ocorre tanto por não ter colocado o capacete de forma adequada ou porque as pessoas que tentam ajudar a vítima após o acidente retiram o equipamento'', conta.
Oliveira ressalta que retirar o capacete da vítima é um procedimento inadequado. ''A pessoa pode ter um trauma cervical e a retirada do capacete de maneira incorreta pode agravar o caso'', ressalta. Ele recomenda que as pessoas não movimentem o paciente até o socorro chegar.
O aspirante informa que em Londrina são realizados 25 atendimentos por dia, destes 15 envolvem motocicletas, totalizando cerca de 450 acidentes por mês. (V.O.)





