A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que a portaria 01, de 1º de setembro de 1982, proibiu o uso, a fabricação e a importação do ‘‘mão branca’’ e de seu princípio ativo. A alegação era de que se tratava de um produto de elevada toxicidade e, por isso, foi substituído pelo derivado warfarina, menos perigoso e com baixa concentração. A Anvisa revelou também que negou, em 1995, um pedido de registro do nome fantasia ‘‘mão branca’’, o qual ‘‘continua clandestino e ilegal’’.
Segundo a Anvisa, o papel de fiscalização cabe às vigilâncias locais, que têm total autonomia de ação. Caso fique comprovado que o produto está tendo uma distribuição que estrapola a esfera municipal, a Agência poderá desencadear uma ação em nível estadual ou até mesmo nacional.
De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária em Londrina, Marcelo Viana de Castro, há muito tempo não é feita uma apreensão do veneno no município. Ele aponta que o estabelecimento que comercializa produtos com venda proibida está sujeito a multa e até interdição da loja.
Castro destaca que todo medicamento precisa ser registrado na Anvisa. Além disso, é preciso constar no rótulo do produto o nome do responsável técnico e o registro no Ministério da Saúde. O gerente diz que as pessoas que conhecerem pontos de venda do veneno podem fazer denúncia anônima pelo telefone (43) 376-1901.

mockup