O titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade de Campinas (Unicamp), Vitor Baranauskas, afirma que as operadoras da telefonia celular estão mentindo quando dizem que a emissão de ondas eletromagnéticas não fazem mal à saúde. ‘‘Infelizmente ainda não existem estudos que comprovem que a instalação das antenas não vai causar mal à população’’, lamenta. Segundo Baranauskas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo da Grã-Bretanha estão desenvolvendo uma pesquisa que ficará pronta em cinco anos, e o ministro da educação daquele país não recomenda a instalação de antenas próximas à escolas e hospitais.
Vitor Baranauskas afirma que as empresas não respeitam a Lei de Proteção Ambiental e os estudos de impacto ambiental, que exigem um levantamento sobre os impactos de qualquer obra de grande porte. O titular da Unicamp diz ainda que o celular só poderia ser usado por seis minutos diariamente. ‘‘Vários estudos publicados em revistas de primeira linha demonstram que diversos tipos de aparelhos celulares provocam câncer cerebral’’. De acordo com Baranauskas, o usuário do aparelho recebe uma carga maior do que aquele que reside próximo à antena. Porém, o vizinho da estação rádio-base acaba ficando exposto à radiação 24 horas por dia.
Para justificar o perigo das microondas, ele cita a explosão de uma bomba atômica, que num primeiro momento mata pela radiação eletromagnética. ‘‘Não é medo, mas precaução. O celular é comercializado somente com seus benefícios e não com seus riscos, como ser usado por crianças ou pessoas com problemas’’, adverte. (L.R.)

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