Uso de tabela em táxi exige cuidado
Osmani Costa
De Londrina
O usuário deve ficar atento e prestar bastante atenção na tabela apresentada pelo motorista, para ver se a conversão pelo índice de reajuste está resultando no valor devido correto. A orientação é do diretor de Operações da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Paulo Castanho, e objetiva resolver possíveis dúvidas entre os usuários de táxis em Londrina.
O esclarecimento é necessário porque nem todos os 350 táxis que operam na cidade já regularizaram o taxímetro com o reajuste de 32%, em vigor desde o dia 19 de setembro. O antigo valor inicial da bandeirada era de R$ 1,90, e o novo é de R$ 2,50. Os motoristas têm um mês para regularizar seus taxímetros. Os que ainda não realizaram esta operação em uma oficina credenciada pelo Inmetro estão usando uma tabela de preços para o cálculo do valor devido pelo usuário, ao fim de cada corrida.
A tabela convecionada pelo Sindicato dos Taxistas sob fiscalização da Comurb tem como índice de conversão os mesmos 32% do reajuste concedido, mas alguns leitores da Folha têm reclamado que os valores variam muito para o mesmo percurso, dependendo da forma de cobrança. Normalmente, os valores cobrados por motoristas que usam a tabela são mais altos.
Isso não pode acontecer. Por isso, o usuário deve prestar atenção na tabela. Ela deve ter a logomarca do Sindicato dos Taxistas e carimbo e rubrica de um funcionário da Comurb, que fiscaliza a validade e correção dela, alerta o diretor Paulo Castanho.
Na tarde de ontem, a reportagem da Folha fez duas corridas, num mesmo percurso, com dois taxistas: um que já tem o taxímetro atualizado e outro que usa a tabela de conversão. No primeiro, a corrida de 1,5 km, na área central custou R$ 4,70. No segundo, ela custou R$ 4,80. No taxímetro marcava R$ 3,70, mas o valor foi calculado pelo motorista pela tabela.
A diferença é muito pequena e pode ter sido gerada por mais tempo parado em semáforos fechados. O taxímetro registra um reajuste de R$ 0,12 a cada 100 metros rodados ou 75 segundos de corrida. Na bandeira 2, o km rodado sobe para R$ 1,40. Cada hora parada custa R$ 8,50 nos dois tipos de bandeirada. Para a regularização do taxímetro e mudança de lacre, cujo prazo vence na próxima terça-feira, o motorista tem que pagar uma taxa de R$ 40,00 ao Sindicato dos Taxistas. A Folha não conseguiu localizar, na tarde de ontem, o presidente da entidade, Antonio Pereira da Silva.Parte dos 350 carros de Londrina ainda não tiveram taxímetros atualizados
Fotos Dorico da SilvaAS DUAS FORMASAcima, taxímetro ainda não atualizado exige o uso de tabela para o cálculo do valor da corrida; ao lado, taxímetro já regularizado. Teste da Folha resultou em diferença de apenas R$ 0,10





