Uso de sala gera processo entre diretores da UEL
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quarta-feira, 02 de abril de 2003
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A diretora do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria das Graças Ferreira, disse ontem que pretende requerer nos próximos dias processo administrativo contra o diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH), Cristiano Biazzo Simon. Anteontem, o diretor trocou a fechadura de uma das salas de aula do prédio do CCH que era utilizada pelos alunos de Artes Cênicas.
''Temos testemunhas de que Simon tirou o acervo de bonecos e os figurinos do local e os despejou numa sala vizinha'', disse Byron Kriton, tesoureiro do Centro Acadêmico do curso. Simon explicou que a sala era oferecida ao Ceca desde a criação do curso de Artes Cênicas, há cerca de seis anos, e que a cessão só duraria até a finalização do prédio do curso. ''A construção está pronta há três anos. Em 25 anos, o CCH não teve nenhuma obra, enquanto o Ceca teve 3 mil metros quadrados de novas obras. A devolução da sala era uma reivindicação antiga da comunidade do CCH, e foi aprovada pelo Conselho Departamental'', disse o diretor.
Segundo Simon, quando ele assumiu a direção em outubro, o CD estipulou que toleraria a utilização da sala até o final do ano letivo, quando então o Ceca deveria providenciar outro espaço. O prazo expirou na última sexta-feira. ''Mandamos cinco ofícios desde outubro para discutir a questão, e a diretoria do Ceca respondeu apenas um. Cedemos salas para cursos de fora, sem problemas, mas elas são utilizadas em outros horários por alunos do CCH. O que não admitimos é esta exclusividade para uma disciplina'', afirmou o diretor. Ele confirma a troca da fechadura e diz que o procedimento foi aprovado pelo CD.
Maria das Graças argumentou que, embora o Ceca tenha realmente expandido sua estrutura, o Centro foi o que mais abriu novos cursos na UEL nos últimos anos. ''Sabemos que existe um problema de espaço físico, mas isso não justifica esta conduta, indigna de um educador'', disse a diretora. Ela alegou que a sala é realmente necessária, pois o prédio de Artes Cênicas ainda não foi concluído.


