Uso de membrana da placenta é debatido
OFTALMOLOGIA Uso de membrana da placenta é debatido Paulo WolfgangProfessor José Álvaro Gomes, da Escola Paulista de Medicina Osmani Costa De Londrina A utilização da membrana amniótica retirada da placenta da mãe durante o parto por cesariana, cada vez mais comum em cirurgias da superfície ocular principalmente nas exigidas após queimaduras químicas graves, em enxertos e na cura de lesões provocadas por conjuntivite foi tema de debate ontem em Londrina. O assunto foi tratado pelo médico José Álvaro Gomes, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UFSP). Ele é palestrante no 3º Encontro Oftalmológico da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que termina hoje no anfiteatro do Hospital Universitário e é direcionado ao aprimoramento de médicos e estudantes. De acordo com José Gomes, coordenador dos estudos para a utilização da membrana amniótica para fins terapêuticos da UFSP, o material sempre é coletado após o nascimento do bebê com o anterior consentimento da mãe. José Gomes conta que o uso desta mucosa da placenta teve início na Inglaterra em 1910, mas não prosperou por falta de técnicas de preservação adequada para uso posterior. Nesta década, as pesquisas foram retomadas com sucesso nos Estados Unidos e Japão. Em São Paulo, um dos centros pioneiros da América Latina, os estudos foram reiniciados em 95 e as cirurgias já são feitas desde 97. Segundo o médico, as cirurgias com o uso da membrana amniótica já passam de 100 na capital paulista, com cerca de 80% de bons resultados em casos considerados graves. O material é retirado da placenta, preparado em sorologia isenta de contaminação e congelado a 80º negativos. Ele fica armazenado no banco de tecidos e pode ser usado durante alguns meses.





