A União Paranaense dos Estudantes (UPE) diz estar confiante que o governo do Estado vai renovar o contrato de comodato que autoriza a entidade a usar o Palácio dos Estudantes, sede da entidade, em Curitiba. O presidente da UPE, Joel Benin, diz que a redação final do projeto foi aprovada na Assembléia Legislativa, e que agora o processo só depende da assinatura do presidente do Legislativo, Aníbal Khury, e depois do governador Jaime Lerner.
Mas para Ângelo Zani, engenheiro da Coordenadoria do Patrimônio do Estado da Secretaria da Cultura, ainda é cedo para a UPE anunciar a aprovação do projeto. Zani também deverá opinar sobre o assunto, quando o projeto for levado para a Secretaria da Cultura. Ele já adianta que será contrário à renovação do contrato, vencido desde 1985. Localizada na Rua Carlos Cavalcanti, perto do Centro da capital, a construção de 80 anos, que já chamou a atenção por causa de sua arquitetura, está hoje completamente destruída. Para Zani, os estudantes são os únicos responsáveis pela deterioração do prédio, que pertence ao Estado.
Para recuperar a construção, a UPE já realizou uma campanha para arrecadação de recursos que viabilizassem a obra. Benin calcula que a revitalização custará R$ 400 mil, mas Zani diz que o montante é insuficiente. Segundo o presidente da UPE, a campanha desenvolvida no ano passado não teve sucesso e agora a entidade está investindo em outro trabalho na busca de recursos.
Com base na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, os estudantes estão mantendo contatos com empresas para tentar arrecadar o dinheiro necessário para a reforma. Um grupo já apresentou o projeto para a Inepar, Telepar e para o próprio governo do Estado. Segundo Benin, a Telepar está estudando a proposta e o governo prometeu contribuir com serviços. De acordo com a lei federal, a empresa participante pode abater as doações no Imposto de Renda. Mesmo assim, Benin diz que a UPE está encontrando dificuldades no contrato com os empresários.

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