Uso de genérico tem campanha
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
A Secretaria Municipal de Cambé (13 km a oeste de Londrina) pretende intensificar, no ano que vem, o trabalho de conscientização da população para a utilização dos medicamentos genéricos. Vamos ministrar palestras nos postos de saúde. Enquanto o paciente espera o atendimento estará recebendo informação sobre medicamentos, genéricos, similares, e outros temas relacionados à saúde, informou o secretário de Saúde de Cambé, Antônio da Silva Freitas.
A prefeitura de Cambé já realizada um trabalho de popularização dos medicamentos genéricos. O objetivo, segundo Freitas, é conscientizar a população da importância de exigir dos médicos que seja colocado na receita o nome genérico. Cada paciente que passa pelos postos de saúde é devidamente orientado. No verso do receituário da Secretaria já existe a relação de cerca de 70 medicamentos padronizados. Esses medicamentos compõem a nossa oferta permanente de estoque e cobrem mais de 90% das receitas médicas. São comprados diretamente dos laboratórios e relacionados de acordo com o princípio ativo de cada um, diz Freitas. À medida que a classe médica tomar consciência social da importância de introdução dos genéricos, a população será a grande beneficiada. O preço pode diminuir até 40%. Não adianta receitar um medicamento que o paciente não terá como adquirir, argumenta.
Na opinião do secretário, não só a questão do medicamento é importante como também a orientação para o uso correto. Sobre a polêmica causada com a lei que vai permitir a entrada dos genéricos no mercado, ele afirma que não é interesse das multinacionais dos medicamentos qualquer tipo de mudança. O objetivo dessa polêmica é colocar os genéricos sob suspeita, além de confundir a população. Mas se os hospitais e toda rede pública sempre utilizaram os genéricos não se justifica a polêmica. A questão é saber a qualidade e a seriedade do laboratório fabricante, observa.
Ele lembra que a partir da regularização, nos novos rótulos o nome do princípio ativo dos medicamentos deverá ser impresso em tamanho 50% maior do que o tamanho da marca comercial do remédio. Os produtos vendidos sem nome comercial, conhecidos como similares, serão obrigados a adotar um nome de fantasia. A Abifarma (entidade associativa dos laboratórios) não quer que o nome do princípio ativo venha impresso nas embalagens, acusou recentemente o presidente do Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) e do Conselho Federal de Farmácia do Distrito Federal, Antônio Barbosa da Silva.
TIRA DÚVIDAS
-Genéricos São medicamentos que possuem a mesma eficácia terapêutica dos originais (são absorvidos da mesma forma e no mesmo tempo), só que as embalagens trazem o princípio ativo do remédio em vez do nome fantasia. Para ser classificado como genérico, o medicamento precisa passar por testes. Eles terão a frase medicamento aprovado de acordo com a lei 9.787 impressa nas embalagens.
-Similares São cópias legais dos remédios de marca, aprovados pelo Ministério da Saúde. Possuem o mesmo princípio ativo dos medicamentos originais. Ao contrário dos genéricos, trazem na embalagem nome de fantasia.





