Uso de ervas na Odontologia
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Tratar e curar doenças com plantas medicinais é um hábito que vem desde os primeiros povos. Em Londrina, desde 2002 os remédios fitoterápicos são oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), inclusive nos tratamentos odontológicos.
Eduardo Soares, odontólogo da UBS do Distrito de Lerroville (Zona Sul), conta que os primeiros contatos com a fitoterapia vieram dos próprios pacientes, que questionavam se poderiam usar determinadas ervas ao invés de medicamentos alopáticos.
''Na odontologia, o uso de plantas medicinais vem de longo tempo, assim como na medicina e hoje usamos a fitoterapia para gengivites, periodontites, aftas, halitose, para bochechos e para o período de nascimento dos dentes dos bebês. Agora começamos a usar também para dores articulares, bruxismo e até para diminuir a própria ansiedade pelo tratamento'', explica Soares, que participou ontem de um evento que para celebrar os 10 anos de Terapia Comunitária Integrativa em Londrina e os 10 anos do Programa Municipal de Fitoterapia.
Entre as substâncias mais usadas na odontologia estão malva, camomila, própolis e valeriana e outras também estão sendo pesquisadas. ''Os fitoterápicos são mais fáceis de administrar, têm menos efeitos colaterais, menos contra-indicações e boa aceitação pelos pacientes. Dependendo do caso tentamos usar primeiro esses medicamentos antes dos alopáticos'', destaca o odontólogo.
Sonia Hutul, gerente de Logística e Projetos Especiais em Saúde do município, conta que os fitoterápicos estão disponíveis em 32 UBSs e até o final do ano o programa será estendido para as 53 Unidades, além dos três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Serviço de Internação Domiciliar (SID), Maternidade Municipal e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).
''São disponibilizados 34 fitoterápicos, em forma de extratos padronizados na forma de pomadas ou cápsulas, por exemplo e seis drogas vegetais na forma desidratadas. A fitoterapia vem complementar a cesta básica de medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e estamos inclusive conseguindo tratar doenças que não eram contempladas nesta cesta, como climatério, tensão pré-menstrual, enxaqueca e dores articulares'', explica Sonia.
Segundo ela, outra vantagem dos fitoterápicos é a diminuição do uso de medicamentos alopáticos, como tranquilizantes. O uso ou não de fitoterápicos é sempre uma escolha do profissional de saúde, que irá avaliar o caso. ''O paciente até pode pedir, mas a decisão final é do profissional'', alerta.


