Para o gerente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Washington Lemos Filho, é ainda prematuro o uso do chip como instrumento de cobrança de pedágio. Lemos entende que o governo se precipitou em sugerir o uso do dispositivo. ‘‘Essa medida está no contrato de concessão para o quinto ano’’, comenta.
Como as dicussões se anteciparam, Lemos lamenta que as concessionárias não tenham sido chamadas para opinar. Para ele, as empresas poderiam sugerir outros modelos de chips, além do já contratado pela Consult Informática. O gerente da ABCR afirmou que a intercompatibilidade dos sistemas é importante.
‘‘Os modelos adotados para pedágio podem ser pré-pagos, com a compra de créditos a ser descontados cada vez que se passa em uma praça, e pós-pagos, com débitos semelhantes ao feito nas contas telefônicas’’, diz. Também seria preciso a criação de uma câmara de compensação semelhante à existente em bancos. Assim, créditos debitados em praças de concessionárias diferentes seriam pagas a outras pela câmara.
Lemos afirma que a ABCR vai esperar para verificar que sistema será o ideal para as concessionárias. ‘‘Primeiro, vamos ver o que o governo estadual vai adotar’’, diz. Para ele, o modelo a ser empregado tem de ser também compatível com os usados em pedágios em outros Estados. ‘‘Isso vai possibiliatar que no futuro uma pessoa viaje do Rio Grande do Sul a Minas Gerais apenas com os débitos de seus créditos’’, comenta. (I.R.)

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