Edinelson Alves
Especial para a Folha
A Prefeitura de Arapongas lançou há pouco mais de um mês um projeto piloto de coleta de lixo. Trata-se da coleta semi-automática, através da utilização de contêineres. Uma caixa de polietileno com capacidade para 240 litros colocada na calçada serve como depósito de lixo para cada grupo de quatro casas.
Aproximadamente mil contêineres foram colocados em todos os conjuntos habitacionais da cidade, beneficiando mais de quatro mil famílias. O projeto piloto iniciou no Conjunto Flamingos e agora passa a atender os bairros e, depois, o centro de Arapongas. Ao final de implantação do projeto, serão instalados 9.300 contêineres, beneficiando mais de nove mil famílias. Segundo o Secretário de Serviços Públicos Mauro Rodrigues Mello, essa experiência é modelo no Paraná e poucas cidades brasileiras implantaram um serviço semelhante. Atualmente destacam-se somente Santos e o Rio de Janeiro.
Entre as vantagens, Mello destaca a agilização e eficiência na coleta do lixo. ‘‘Temos dados comprovando que nesses itens ocorreu uma melhora de 80%. Como o caminhão tem um dispositivo para levantar o contêiner, toda operação é facilitada. O contêiner é totalmente fechado, com sol ou com chuva o lixo estará sempre bem armazenado, evitando a proliferação de moscas ou outros vetores que possam causar contaminação’’, explicou.
O secretário disse que o novo serviço tem tido uma boa aceitação por parte da população. Prova disto, afirmou, é que os próprios moradores de bairros ainda não atendidos estão reivindicando junto a prefeitura a coleta semi-automática.
Todo o projeto deverá estar concluído em 60 dias, prazo dado pela Caixa Econômica, que financiou o programa. Até lá, mais de 1.100 novos contêineres serão distribuídos no perímetro urbano de Arapongas. Apenas as ruas e avenidas com maior concentração de comércio ficarão de fora para não atrapalhar o trânsito de pedestres.
O prefeito José Aparecido Bisca (PFL) explicou que o projeto foi orçado em R$ 200 mil, com recursos do governo federal. Na próxima etapa do projeto, o secretário Mauro Mello revela que será implantada a coleta seletiva através da reciclagem do lixo domiciliar. A partir daí será ativada a usina de reciclagem do município. Somente o lixo orgânico será levado para o aterro sanitário. Mauro Mello explicou que todo esse trabalho será precedido de uma campanha comunitária de conscientização, envolvendo escolas e um trabalho direto junto aos moradores.

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