Uso de cinto reduz número de vítimas
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quarta-feira, 01 de julho de 1998
Adriana Ribeiro 
O uso obrigatório do cinto de segurança em Curitibacompletou ontem três anos. Mesmo passando despercebida, a data deveria ter sido comemorada pela população. O principal motivo: a medida, adotada pela administração municipal, já conseguiu reduzir o número de mortos e feridos nos acidentes de trânsito na cidade.
O diretor do Núcleo de Educação e Cidadania da Diretran, coronel Luiz Eduardo Hunzicker, diz que a obrigatoriedade do cinto passou por altos e baixos ao longo destes três anos, mas hoje é respeitada por quase 100% dos motoristas e passageiros, estes últimos com mais resistência. O número de multas aplicadas mostra que ainda tem gente que prefere não usar o equipamento de segurança. De janeiro a junho deste ano, a Diretran fez 823 notificações por falta de cinto, enquanto o total de multas emitidas no mesmo período chegou a 110 mil.
Em 1995, quando os curitibanos passaram a usar o cinto de segurança, 198 pessoas morreram em acidentes de trânsito, e outras 6.596 ficaram feridas. Um ano depois, as ocorrências caíram para 171 mortes e 6.298 feridos. Ainda em 1995, o Batalhão de Trânsito de Curitiba (BPTran) registrou 13.365 queixas de acidentes sem vítimas, enquanto em 1996 foram 16.603. Isso mostra que os acidentes não deixaram de existir, porém eles apresentaram menor gravidade, diz Hunzicker.
Segundo o coronel, dados do Sistema de Atendimento de Emergência (Siate) e dos prontos-socorros da cidade mostram que a menor gravidade dos acidentes provocou a redução, principalmente, das lesões na face e nos olhos dos acidentados.
Em 1997, 222 pessoas morreram e outras 6.557 ficaram feridas em 17.504 acidentes registrados em Curitiba. Neste caso, o aumento das ocorrências pode ter duas explicações, segundo o diretor do Núcleo de Educação. A primeira é o aumento da frota de veículos da cidade, que recebe cerca de quatro mil novos carros mensalmente. E a segunda que, no ano passado, os curitibanos relaxaram por causa da falta de uma fiscalização mais eficiente.
Mas este ano a situação voltou a mudar, principalmente por causa do novo Código Brasileiro de Trânsito, diz Hunzicker. O risco de perder cinco pontos da carteira de habilitação e de ter que pagar uma multa no valor de 120 Ufirs está fazendo com que os motoristas e passageiros estejam mais atentos.


