Os estabelecimentos com sistema de ar-condicionado central devem ser cadastrados em todo o Paraná até o final de abril. Desde fevereiro, funcionários das vigilâncias municipais, orientados pela Secretaria de Estado da Saúde, estão visitando as empresas e orientando a respeito da manutenção e limpeza dos sistemas. A secretaria ainda não sabe dizer quantas empresas do Paraná possuem ar-condicionado central, mas as maiores estão em Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Cascavel.
A operação está em andamento por causa da portaria 3.523/GM, do Ministério da Saúde, lançada em outubro e que determina a limpeza e manutenção dos sistemas. Depois do cadastramento, as vigilâncias municipais devem fiscalizar e esclarecer melhor as empresas que possam causar maior comprometimento, como os hospitais. Segundo o diretor do Centro de Saúde Ambiental, Isaías Cantóia Luiz, os fiscais não interditarão estabelecimentos enquanto o Ministério da Saúde não definir os padrões de qualidade do ar de interiores.
O engenheiro civil Carlos Roberto Patza, do Departamento de Qualidade de Saúde, da secretaria estadual, disse que o Ministério da Saúde está montando uma comissão de especialistas para definir até junho o padrão de ar dos estabelecimentos de saúde. Patza participou de um grupo de estudos do Ministério da Saúde, no ano passado.
Ainda este ano, o Ministério da Saúde também deve estabelecer parâmetros da qualidade do ar para outros estabelecimentos, como empresas, hotéis, shoppings e bancos.
Segundo o diretor da Cetesul, especialista em manutenções em geral, Paulo Roberto Walter, o número de consultas sobre manutenção e limpeza cresceu 50% por causa da portaria. O fechamento de contratos aumentou em 15% em relação ao ano passado. ‘‘A portaria mudou o conceito do ar-condicionado’’, afirmou. ‘‘Agora, além de se preocupar com a ventilação, as pessoas estão dando importância para a qualidade do ar.’’
A limpeza dos aparelhos pode ser feita semanal, quinzenal ou mensalmente, dependendo do porte do estabelecimento. O custo pode variar de R$ 180 a R$ 18 mil por mês. ‘‘Em São Paulo, já foi comprovado que o equipamento bem limpo garante qualidade de ar superior ao ambiente externo’’, disse Walter. Segundo ele, quando o equipamento fica sem limpeza, pode potencializar doenças pulmonares, das vias aéreas e de pele.

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