A Prefeitura de Maringá suspendeu a fiscalização das empresas que expõem seus produtos nas calçadas, mas a polêmica sobre o assunto continua. De um lado os comerciantes que não concordam com o projeto de lei complementar que proíbe o uso das calçadas para exposição de mercadorias criticam a fiscalização e a própria lei. Entretanto, alguns empresários que já se adequaram à lei municipal defendem a 'limpeza' das calçadas.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar), Ali Wardani, a prefeitura deveria executar o projeto de revitalização da Avenida Brasil, ao invés de se preocupar com o uso das calçadas. Na opinião de Wardani, o projeto é muito duro com os pequenos comerciantes. ''Acho que não tem nada demais o comerciante usar apenas 17% da calçada para expor seus produtos'', diz Wardani se referindo à lei anterior que autorizava o uso de 17% das calçadas para exposição de mercadorias.
O gerente das Lojas Dudony, Marcos Aparecido Luizon, defende a nova lei e diz que as calçadas deveriam ficar limpas para uso dos pedestres. Luizon admitiu que já colocou produtos nas calçadas. ''Mas agora não coloco mais e acho que isso só estraga as mercadorias e não ajuda nas vendas'', justificou.
A suspensão da fiscalização partiu do próprio prefeito José Claudio Pereira Neto (PT), que demonstrou preocupação com o elevado número de comerciantes autuados na semana passada. No total foram 429 empresas notificadas. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Samir Jorge, a prefeitura vai realizar uma campanha de conscientização dos comerciantes e só numa segunda etapa retomará a fiscalização.
A vereadora Edith Dias (PSDB), autora do projeto de lei complementar 383, também ficou assustada com o elevado número de autuações e com as reclamações geradas pelos comerciantes. ''Só queria que os comerciantes se conscientizassem sobre o abuso que cometem quando colocam até móveis nas calçadas.''

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