Nas salas de aula, todos os problemas enfrentados na relação aluno/professor são parecidos com os que as crianças vivenciam dentro de casa. E somente o uso correto da palavra pode mudar esta realidade. Seguindo este princípio, a Seicho-no-ie promoveu no último domingo, na sede em Londrina, o seminário ''Educação da Vida: Oportunidade para Transformar'', onde cerca de 200 pais e educadores tiveram a chance de aprender um pouco mais sobre a aplicação do ''modus vivendi que vivifica o agora'' no campo educacional.
Segundo as preletoras da Seicho-no-ie Teresinha do Carmo Magnani e Leonora de Oliveira Arantes, o método se baseia no princípio de que para desenvolver as potencialidades de uma criança a pessoa deve fazer o máximo para estimulá-las, cultivá-las e extraí-las na fase em que estão propensas a se manifestar natural e espontaneamente. E essa fase, segundo elas, é agora. ''Se as pessoas não vivem o agora, elas vivem o passado ou a ansiedade do futuro. E o passado tem que ser trabalhado apenas como um entendimento para que os erros não sejam repetidos'', explica Teresinha.
E este entendimento, de acordo com as palestrantes, é a melhor forma de educar e desenvolver o talento e o dom natural do ser humano. ''Dentro da sala de aula, o professor deve não apenas reconhecer a criança como um aluno, mas como um ser humano e, por isso, deve compartilhar o bem, tentando sempre trabalhar com elogios, ao invés de castigar e dizer palavras duras'', explica Leonora.
Além do uso da boa palavra, Teresinha também afirma que existem algumas técnicas, como o diário de elogios e a caderneta dos milagres, que podem ser trabalhadas tanto na escola quanto em casa. ''A criança passa a reconhecer o conteúdo dos valores do bem e, dessa forma, passa a despertar a natureza existente em todos nós'', ressalta.

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