Usinas farão pacto para não empregar crianças
Marcos Zanatta
De Maringá
As usinas de álcool e açúcar do Paraná pretendem assumir um compromisso para impedir o trabalho de crianças no setor de produção, principalmente nas lavouras de cana. Em outubro, a Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), assina um termo com a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, garantindo o compromisso de não empregar menores. No termo a ser firmado em Maringá, a Alcopar assumirá várias obrigações que vão colaborar com a erradicação do trabalho infantil.
Uma das principais será recomendar às empresas associadas que exijam de fornecedores e demais integrantes da cadeia produtiva, o compromisso de não empregar menores em qualquer atividade. A Alcopar pretende divulgar o artigo 7 do Estatuto da Criança e Adolescente, bem como a Constituição Federal, sobre as sanções a empresas que contratam mão-de-obra de menores de 18 anos. As 28 usinas filiadas à entidade estão sendo convocadas para o compromisso, que inclui também o incentivo à permanência das crianças nas escolas e o desenvolvimento de programas de melhoria na qualidade de ensino e na formação profissional dos jovens.
O acordo entre a Alcopar e a Abrinq segue o união das duas entidades na luta contra o trabalho infantil em outros estados. Pactos semelhantes já foram fechados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. A Fundação Abrinq, criada em 1990 e presidida pelo empresário Sérgio Mindlin, desenvolve outros projetos de combate à exploração infantil. As principais são a Empresa Amiga da Criança e o Crer Para Ver, de apoio e financiamento a iniciativas para melhorar a qualidade da escola pública. A Alcopar garante que não há casos de trabalho infantil nas usinas ligadas à associação





