Marcos NegriniPolêmicaObra exigiu mudanças na Lei Orgânica do Município para ficar dentro do bosque; usina atenderá estudantes de MaringáA Usina do Conhecimento de Maringá, que gerou polêmica antes de ser aprovada, será finalmente inaugurada em maio durante as comemorações dos 51 anos de fundação da cidade. Será a terceira usina do interior do Estado. O objetivo do projeto é oferecer arte, cultura, ciência e tecnologia aos estudantes fora do período regular. ‘‘A usina vai atender todos os alunos de escolas públicas ou privadas do município’’, explica a presidente do Conselho Estadual de Educação, Sueli Conceição Seixas.
Em Maringá, a usina será administrada pelas secretarias de Educação e de Esporte e Cultura, Núcleo Regional de Educação, Universidade, Sebrae, Senac, Sesc, Amarte, Artemar e Copel. A proposta é dividir os mais de 500 metros quadrados de espaço em ateliê de ciência e tecnologia e de arte e cultura, auditório interativo, sala de reuniões e uma biblioteca com espaço multimídia.
Na área externa será construído um teatro ao ar livre. O estado se compromete a equipar a usina conforme a implantação dos projetos sugeridos. ‘‘De imediato devemos contar com equipamentos de informática, que vão servir a vários projetos’’, diz o professor Carlos Sica de Toledo, um dos coordenadores da usina de Maringá.
Para construir o prédio da usina, que ocupa uma área aberta no Bosque 2, foi preciso alterar alguns dispositivos da Lei Orgânica do Município. O governo queria a área, porque atendia a proposta de ensino dos projetos da usina. ‘‘Uma das prioridades em Maringá será a educação ambiental’’, explica Toledo. A lei, que impedia a construção de benfeitorias estranhas à reserva, foi alterada, permitindo a obra no bosque. ‘‘A usina não exigiu nem o corte ou poda das árvores da reserva, que é área de preservação permanente e portanto intocável’’, explica o secretário de meio ambiente, Hamilton Cardoso.

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