Quase nove anos depois de criada, a Usina de Reciclagem de Lixo de Campo Magro tem hoje uma produção cinco vezes maior que a que tinha no começo. Funcionando junto ao projeto do ‘‘Lixo que não é lixo’’, que no próximo mês de junho completa dez anos de atividade, ela hoje chega a produzir 500 toneladas de material reciclável por mês. O Material é vendido para indústrias da região, com um aproveitamento de quase 80%.
‘‘Quando começamos’’, conta José Francisco dos Santos, encarregado geral da usina, ‘‘tínhamos no máximo 30 funcionários. Hoje, empregamos 115 pessoas para dar conta da produção’’. Francisco considera esta produção ainda muito pequena. ‘‘O problema é que o lixo que não é lixo ainda é muito pouco separado’’, justifica.‘‘E isso por falta de conscientização da própria população. Mesmo assim, os resultados já são considerados bastante positivos’’.
De acordo com os levantamentos já feitos pela usina, são coletadas diariamente pelos caminhões verdes cerca de 70 toneladas de lixo reciclável. O material antes ia direto para o Aterro da Cachimba, nas proximidades de Araucária.‘‘Além da própria questão econômica, do desperdício de material, tínhamos também um problema muito maior com relação ao meio ambiente’’, explica Francisco. ‘‘Isso porque a maioria dos aterros, quando se esgotam, ficam improdutivos. Acreditamos que o nosso programa tenha aumentado a vida útil do aterro da Cachimba em até seis anos’’.
Assim, são separados na usina plásticos, vidros, alumínios, papéis e papelões, que em meio ao lixo orgânico poderiam levar milhares de anos para se decompor. E todo o dinheiro obtido com a venda da produção é aplicado em obras da FAS - a Fundação de Ação Social - responsável pela usina. O vidro tratado é vendido por R$ 50,00 a tonelada. Sem tratamento, o custo cairia para R$ 10,00.Arquivo FolhaCriada há nove anos, a usina de reciclagem produz 500 toneladas/mês, 80% delas reaproveitadasVivian de Albuquerque

mockup